VIX: entenda o índice que acompanha a volatilidade das ações

Em tempos de pandemia, acompanhar o VIX é necessário para qualquer investidor. Entenda como esse índice funciona!

Todo investidor pode fazer uso de diferentes índices, que têm como objetivo avaliar o desempenho dos ativos na Bolsa de Valores, bem como as expectativas do mercado financeiro. Um deles é o VIX.

Além de acompanhar a volatilidade das ações, ele também auxilia, consequentemente, na análise do nível do risco. Basicamente, esse indicador funciona medindo a variação do preço de uma ação dentro de um período.

Em momentos de instabilidade mundial, como a que estamos vivendo agora com o Covid-19, revela-se fundamental tomar muito cuidado com o mundo dos investimentos e, para isso, ter o VIX como um aliado. Por isso, neste artigo, vamos falar sobre o que é esse índice, como ele funciona e por que é considerado o “índice do medo”. Acompanhe!

O que é o índice VIX?

O índice VIX (Volatility Index), cuja tradução para o português seria Índice de Volatilidade, surgiu em 1993 com o objetivo de medir o mercado das ações e a volatilidade (variação de preço de um ativo financeiro) delas em tempo real.

Em 1992, o Chicago Board of Options Exchange, bolsa de opções dos Estados Unidos, começou uma pesquisa sobre volatilidade para criar um índice voltado para ela. Após estudos, foi criado o VIX pelo pesquisador Robert E. Whaley.

O cálculo desse índice é feito de forma automatizada, no qual são usados dados sobre compra e venda de ações, bem como média de preços, variações e tempo. Com isso, o VIX pode ser útil até mesmo para verificar crises no mercado financeiro.

Então, quanto mais altos são os números do VIX, maiores são as incertezas dos investidores. Por exemplo, se o VIX é de 5%, isso significa que os investidores estimam que os ativos possam oscilar 5%, tanto para cima quanto para baixo. Quanto maior é esse valor, maior é a queda dos ativos.

Como funciona o VIX?

O VIX mede o preço das ações que fazem parte do índice S&P 500, ou seja, as 500 ações do Standard & Poor’s durante 30 dias seguidos.

Além de servir para medir a volatilidade das ações, o índice também serve como um indicador de risco, pois uma ação tanto pode se valorizar quanto se desvalorizar rapidamente. Então, quanto maior é a valorização, maior é o risco da aplicação.

Diante disso, o VIX começou a ser usado por especuladores de mercado focados em negociações a curto prazo. Esse índice também é usado pelos traders, que são os negociadores de ativos, para a realização das operações.

Portanto, essas pessoas buscam lucrar com a variação no mercado, sendo utilizada principalmente em casos para investir, esperando estabilidade, ou aplicar em ações que apresentam baixo índice VIX, aguardando valorização.

Ele apresenta muita importância no mercado financeiro estado-unidense, o que acaba repercutindo no comportamento do mercado em si. Por isso, quando passamos por um período de maior apreensão, os investimentos de países emergentes são afetados, lembrando que os investimentos nesses países contam com maiores riscos.

Isso porque a economia dessas nações é influenciada pelos Estados Unidos. Então, ainda que seja um índice do mercado financeiro americano, as suas variações apresentam um impacto ao nível global. Já na economia americana, pode ocorrer o aumento do dólar, que causa o crescimento da inflação, a retirada de investimentos estado-unidenses e o aumento na taxa de juros de empréstimos internacionais.

Por isso, é fundamental que os investidores estejam atento ao VIX, lembrando também que a sua análise não deve ser feita de forma isolada. Nesse caso, é recomendado encarar o índice como uma peça que vai auxiliar você a tomar decisão no mercado financeiro, mas ela não deve ser a única.

Resumindo, o índice mostra o cenário de risco, então, quando está alto, mostra que existe um nível maior de incerteza no mercado dentro daquele momento. Desse modo, é importante que o investidor tenha bastante cautela. No entanto, isso não significa que ele não deva realizar operações, mas precisa estar ciente de que o risco é bem maior nesses casos.

Então, se você antes acreditava que o VIX era inútil para o Brasil por ser um índice estado-unidense, lembre-se de que os Estados Unidos estão no centro da economia mundial, então o aumento do VIX tem grandes chances de repercutir no mundo inteiro, por isso, é necessário estar atualizado quanto a isso.

Vale destacar que o Brasil também tem um indicador semelhante ao VIX, conhecido como VXEWZ (Brasil ETF Volatility Index). Então, para quem está começando no mundo dos investimentos ou já tem um bom tempo nessa caminhada, acompanhar os dois índices se revela bastante necessário.

Por que o VIX é “o índice do medo”?

Dentro do mundo dos investimentos, o VIX também é chamado de “índice do medo”. Essa alcunha surgiu porque o VIX consegue transmitir o sentimento dos investidores por meio dos preços dos ativos, revelando a sensibilidade deles e possíveis momentos de estresse.

Portanto, o “índice do medo” leva esse nome por focar na sensibilidade do mercado financeiro em relação a cada ação e, com isso, conseguir mensurar os seus riscos.

Atualmente, com o mundo inteiro tentando lidar com o Coronavírus, o índice chegou a 17,25%, o que mostra a incerteza dos investidores frente à pandemia do Covid-19. Além disso, com a dificuldade para conter o contágio, essa porcentagem pode chegar a números ainda mais alarmantes, desestabilizando a Bolsa.

Nesse cenário, as pessoas passam a ter maior aversão ao risco, gerando a busca por investimentos que sejam mais seguros. Então, caso você não tenha muito conhecimento sobre investimentos em ações, a hora para começar a investir nelas definitivamente não é agora.

Percebeu como saber um pouco mais sobre o VIX é fundamental para ter um conhecimento mais aprofundado do mercado financeiro? Nessa época de pandemia, a instabilidade nesse setor se torna ainda maior, o que revela a necessidade de acompanhar de perto as mudanças que acontecem diariamente e, é claro, tomar decisões conscientes e racionais. Isso porque, em tempos como este, a emoção pode falar mais alto, o que não é bom para nenhum investidor.

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