Taxa de administração da previdência: como é essa cobrança

A taxa de administração da previdência é um dos principais custos desses planos. Entenda em detalhes essa cobrança.

A taxa de administração da previdência privada é um dos principais custos desse tipo de investimento. 

Essa taxa é cobrada anualmente e incide sobre o valor total aplicado no plano de previdência privada.

Embora seja quase impossível escapar dessa cobrança, é preciso ficar atento e comparar os custos entre os planos e também com outras aplicações, para você ter certeza de que está fazendo um bom negócio.

Neste artigo, você vai entender como funciona a taxa de administração da previdência privada e como ela pode afetar o seu investimento.

O que é a taxa de administração na previdência privada

A taxa de administração da previdência privada é uma taxa cobrada anualmente em forma de percentual, que incide sobre o valor total aplicado no plano de previdência privada.

Essa taxa é utilizada para cobrir despesas e custos do fundo, como remunerar os gestores pela escolha e gestão do portfólio.

Antes de avançar e explicar com mais detalhes como a taxa de administração da previdência privada funciona, no entanto, é preciso entender o que é um plano de previdência.

Também conhecida como previdência complementar, a previdência privada é um aplicação do mercado financeiro destinada para quem deseja acumular patrimônio na idade economicamente ativa e garantir uma renda passiva no futuro.

Assim, ela funciona como um complemento à previdência pública, com a diferença de que os valores que você irá receber serão equivalentes ao valor que você conseguir poupar e investir durante seus anos de trabalho.

Em geral, os planos de previdência privada investem em ativos de renda fixa, que oferecem menos risco aos clientes. Mas também há planos de previdência mais ousados, com boa parte do capital aplicado em fundos de ações, por exemplo.

Em troca dessa gestão do patrimônio, os planos de previdência privada são remunerados com a taxa de administração.

Normalmente, o valor da taxa de administração da previdência privada gira em torno de 2% ao ano, mas ela pode variar de acordo com o tipo de aplicação com a qual o fundo trabalha e os valores mínimos de investimento, podendo chegar a até 5% ao ano.

O valor é cobrado sobre o total aplicado na previdência, e é descontado apenas uma vez por ano. 

Suponha, por exemplo, que você tenha um investimento de R$ 100 mil em um plano de previdência privada com taxa de administração de 2% ao ano. Seu custo com o fundo será de pelo menos R$ 2 mil, considerando apenas a taxa de administração.

Mas os custos, na prática, podem ir muito além disso, como veremos as seguir.

Toda previdência tem taxa de administração?

Embora seja possível encontrar planos de previdência privada que não cobram taxa de administração, eles são muito raros no mercado financeiro.

Se você está disposto a investir em uma previdência privada porque tem foco na acumulação de patrimônio no longo prazo e quer aproveitar os benefícios tributários desses planos, precisa aceitar que pagará uma taxa de administração aos gestores.

E faz sentido que seja assim, porque a instituição por meio da qual você tem acesso ao plano de previdência privada precisa ser remunerada pelos serviços prestados, já que esse tipo de investimento possui especificidades, como a possibilidade de investir de forma recorrente, para acúmulo de patrimônio. Outros investimentos, como LCI e LCA, não permitem essa prática.

Além da taxa de administração na previdência

Ao avaliar se um plano de previdência é a melhor opção de investimento para você, não basta comparar as taxas de administração da previdência, porque os custos podem ir muito além disso. A seguir, reunimos os principais custos e taxas relacionados a esse produto:

Taxa de carregamento

A taxa de carregamento incide sobre o valor de cada contribuição (aporte) que você fará ao seu plano de previdência privada. 

O valor da taxa de carregamento e o formato de cobrança podem variar entre as instituições. Algumas fazem a cobrança no momento, enquanto outras deduzem o valor quando o dinheiro for resgatado. Se a taxa de carregamento for de 1%, por exemplo, você pagará R$ 10 ao aportar R$ 1 mil.

Para otimizar os seus ganhos, o ideal é procurar por planos de previdência privada com as menores taxas de carregamento. Vale a pena pesquisar, porque alguns bancos e gestoras chegam a isentar o investidor dessa taxa. 

Essa taxa de carregamento é a principal diferença dos planos de previdência para outras aplicações. Se o custo for muito alto, o investimento é inviabilizado.

Imposto de Renda

A tributação do Imposto de Renda é outro custo que afeta os planos de previdência privada. Você precisa ficar atento, porque a alíquota varia de acordo com o regime de tributação que você escolher (progressivo ou regressivo).

No regime progressivo, a alíquota varia de acordo com o valor investido, indo de 0% até 27,5%. Já no regime regressivo a alíquota varia de acordo com o tempo de aplicação, indo de 35% para períodos inferiores a dois anos até 10%, para quem deixar os recursos por mais de 10 anos.

Esse valor de 10% é o menor entre os investimentos que cobram Imposto de Renda, o que configura um benefício tributário para investir em previdência privada. 

Em geral, o regime progressivo é indicado para quem tem poucos valores para aportar ou pretende ficar pouco tempo com a aplicação, enquanto o regime regressivo é indicado para quem possui grandes valores e tem foco no longo prazo

Ainda no que diz respeito ao benefício tributário, vale a pena se informar sobre as diferenças entre o PGBL e o VGBL, os dois tipos de previdência privada à disposição no mercado.

O PGBL permite o abatimento de até 12% da renda tributável anual do investidor em aportes, mas apenas para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. Se esse não for o seu caso, o VGBL costuma ser o mais indicado. 

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