Entenda tudo sobre operação cambial nos investimentos

Saiba o que é taxa de câmbio, fundos cambiais, hedge, swap e outros conceitos ligados a operação cambial.

operação cambial nos investimentos

Uma operação cambial é, basicamente, uma troca de uma moeda para outra. Para viajar a outro país, por exemplo, é preciso compra moedas do país para o qual você está indo. Já na volta, você terá que comprar a moeda do seu país com a moeda de outro país. No Brasil, a operação cambial é sempre realizada por um agente autorizado pelo Banco Central.

Existem três tipos de operações cambiais:

  • Compra e venda de moedas estrangeiras.
  • Recebimentos, pagamentos e transferências do Brasil para o exterior ou vice-versa.
  • Transferências financeiras postais internacionais.

Outro tipo de operação cambial é o câmbio paralelo. No entanto esse é um setor ilegal, sem regulamentação pelo BC e obviamente não iremos abordá-lo neste artigo.

O que é taxa de câmbio?

A taxa de câmbio é o que irá definir o valor a ser convertido da moeda nacional para a estrangeira e vice-versa. Essa taxa é flutuante, não sendo fixada pelo governo, tendo apenas um valor médio divulgado pelo Banco Central. De resto, os agentes autorizados podem negociar os valores livremente.

A operação cambial também não centraliza negociações em uma determinada instituição, como ocorre com a bolsa de valores. O câmbio é realizado de forma eletrônica, diretamente entre as partes e com o intermédio de instituições financeiras autorizadas.

O mercado de câmbio fica disponível 24 horas por dia, durante cinco dias e meio da semana, no mundo todo. Assim, a oscilação cambial entre um país e outro é bastante grande.

Como a operação cambial impacta no mercado financeiro?

Utilizamos muitos produtos importados e a oscilação entre as moedas têm influência decisiva nos preços praticados no Brasil e também na inflação. Do mesmo modo, a capacidade do governo de cumprir suas obrigações também impacta nos investimentos, desequilibrando o mercado e o câmbio, gerando riscos.

Investimentos diretamente ligados ao câmbio sofrem mais com um câmbio instável. Já aplicações ligadas a taxas de juros, como a renda fixa, também sofrem, já que, por exemplo, quando o dólar sobe demais, o Banco Central pode precisar elevar a taxa de juros.

Entenda operações e fundos cambiais

 

Fundos cambiais

Os fundos cambiais são fundos de investimento que acompanham as oscilações de alguma moeda estrangeira, normalmente dólares ou euros. A rentabilidade dessas aplicações está totalmente atrelada ao valor das moedas.

Os fundos cambiais investem em títulos que estão relacionados à variação de preços de uma moeda estrangeira ou taxa de juros, sendo necessário que 80% do patrimônio seja aplicado em ativos com essa variação, e 20% pode ser destinado a operações de renda fixa. É possível utilizar derivativos apenas para fazer a proteção dos recursos (hedge, que explicaremos como funciona abaixo).

Vale lembrar que os lucros de fundos cambiais não são os mesmos que a variação da moeda, já que também possuem taxas de administração e Imposto de Renda. Veja abaixo como esses fundos são protegidos.

 

O que é hedge cambial?

O hedge cambial serve para evitar o impacto da variação do dólar em uma operação cambial, tendo como objetivo proteger investimentos e diminuir riscos. A prática mais comum de hedge cambial são as negociações com base no mercado futuro, que faz uma estimativa de como estará a cotação do dólar nos próximos meses.

Por exemplo, uma empresa exportadora fabricante de carros recebe um pedido para construir um carro no valor de US$ 20 milhões, mas o pagamento será feito daqui a oito meses. Para saber o lucro da venda em reais, é preciso considerar a variação cambial no período, já que a empresa pode perder dinheiro se o dólar baixar muito.

Para evitar esse risco, a empresa realiza um planejamento de hedge, buscando, no mercado financeiro, interessados em pagar o valor atual do dólar nos próximos oito meses, garantindo o lucro em reais.

Um meio de se fazer isso é pelo swap cambial, que é um contrato de câmbio pelo qual o interessado compra o direito de adquirir dólares pela taxa atual, no prazo de vigência do contrato. A instituição financeira que utiliza esse instrumento se compromete, então, a assegurar a taxa para o cliente, assumindo o risco da variação cambial.

O Banco Central também opera no mercado de swap, sendo uma estratégia para conter a alta do dólar. Funciona assim: quando o dólar sobe, o BC oferece às instituições financeiras a possibilidade de operar com a taxa alta atual no futuro, em troca de dólar mais barato à vista, ajudando a reduzir a cotação da moeda.

Investidores de operação cambial precisam entender exatamente como funciona o hedge para se proteger de oscilações bruscas.

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