Tudo o que você precisa saber antes de investir em cryptomoedas

Saiba o que são, como surgiram e quais são as principais cryptomoedas antes de investir

Cryptomoedas ganharam destaque no mundo digital e, atualmente, no Brasil, é possível encontrar mais cadastros em corretoras de cryptomoedas do que em corretoras da Bovespa. No entanto, segundo a Kaspersky, somente 13% das pessoas que querem investir, entendem como funciona esse mercado.

Sem dúvida o mercado de cryptomoedas tem representado uma revolução no mercado financeiro e para quem busca opções de investimentos lucrativos provavelmente já pensou sobre  como investir nesse setor, que é completamente virtual.

No entanto, embora seja muito provável que você já tenha ouvido falar sobre como investir em cryptomoedas, ainda podem restar inúmeras dúvidas sobre esse tipo de investimento.

Saiba, portanto, o que são cryptomoedas, como surgiram e se vale a pena investir.

 O que são cryptomoedas?

Cryptomoedas são moedas digitais. Esse tipo de moeda utiliza a criptografia como segurança de seus dados, bem como para criar novas unidades e manter suas transações. Supercomputadores interligados na rede blockchain realizam os cálculos desse processo de forma descentralizada.

O blockchain pode ser entendido como um livro digital, com débitos e créditos e é a rede que faz o registro da transação de moeda virtual, isto é, todas as transações são registradas pelo Blockchain desde que foi criado.

Esses registros são mantidos em blocos e, por meio de um hash, informação criptográfica, cada bloco tem referência ao bloco anterior.

As cryptomoedas são completamente digitais e têm características que as diferem das moedas comuns: a descentralização, o anonimato e o baixo custo.  Para resumir, esse tipo de moeda é utilizado em transações comerciais totalmente online por meio de sistemas computacionais descentralizados.

A cryptomoeda surgiu em 2009 e, logo após seu surgimento, ganhou a atenção de muita gente, principalmente de investidores, dessa forma, portanto, seu processo de valorização cresceu e em 2017, por exemplo, uma única moeda valia US$ 8.000.

O uso de cryptomoedas desvincula as intermediações feitas por bancos, pois é possível realizar pagamentos por conta própria, com garantia de transparência nas transações por conta do Blockchain, e com total anonimato, o que permite maior privacidade econômica.

Um fato interessante sobre as cryptomoedas diz respeito à sua origem, que vem dos cyberpunks, um grupo de pessoas com visão contraditória da cultura e economia estabelecidas na sociedade, que criaram esse sistema como uma forma de fuga do controle governamental.

Quais são as principais cryptomoedas?

Embora as moedas digitais mais conhecidas sejam as Bitcoins, elas não são as únicas cryptomoedas disponíveis no mercado. Abaixo segue uma lista das quatro principais cryptomoedas.

  • Bitcoin (BTC)

Criada em 2009, a Bitcoin é a primeira moeda digital a surgir no mercado e a mais utilizada no mundo comercial para pagamentos. Existem mais de 17 milhões de Bitcoins em circulação e estima-se que esse número chegue a 21 milhões.

  • Ethereum (ETH)

Lançada em 2014, esse tipo de moeda é caracterizado por não apenas processar transações, mas também permite que desenvolvedores criem e implementem aplicativos descentralizados, além de contratos inteligentes (smart contracts). É conhecida como a terceira maior cryptomoeda e conta com capitalização comercial de aproximadamente US$ 10 bilhões.

  • Ripple (XRP)

Com surgimento em 2011, a Ripple conta com sua própria rede patenteada, a Riple Protocol Algorithm (RPCA), diferente da rede blockchain. Além disso, Ripple é uma plataforma de pagamento online e através dela é possível pagar em qualquer moeda, com baixo custo nas transações. Esse tipo de moeda tem sido muito utilizado por bancos.

  • Tether (USDT)

Com lançamento em 2014, a moeda Tether é uma cryptomoeda token, uma espécie de “moeda estável”, também conhecida como Stablecoin. Um fato sobre essa moeda é que seu valor sempre será equiparado ao dólar e sua maior vantagem está na estabilidade do preço do dólar e isso sem perder sua posição de moeda digital.

Vale a pena investir em cryptomoedas?

Segundo uma estimativa da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), no primeiro semestre de 2019 houve a negociação de R$ 5 bilhões de cryptomoedas no mercado e, ainda segundo a ABCripto, o Brasil tem sido uma espécie de importador líquido de criptoativos.

Conforme afirma Felipe Borges, planejador financeiro e consultor de investimento pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), investir em cryptomoedas exige duas avaliações iniciais: uma verificar se a aplicação faz sentido para seus investimentos e a segunda diz respeito a escolha sobre onde comprar de forma segura.

Riscos

Como em todo tipo de investimento, há riscos no mercado de cryptomoedas também. Esse tipo de investimento é mais indicado para quem tem perfil de investidor rrojado, que está disposto a arriscar. Então, entenda os riscos:

  • Risco de mercado

O valor do bitcoin, por exemplo, pode valer muito agora, mas amanhã não se sabe, pois não há nenhuma organização que se encarrega de sustentar a cotação do ativo no mercado internacional.

O poder de compra da moeda fica ao encargo das leis de oferta e procura, ou seja, pela força de mercado. Isso quer dizer que há imprevisibilidade quanto a demanda da moeda digital.

  • Risco de sistema

A segurança do sistema é algo preocupante, já que não há nenhuma autoridade responsável, portanto há indagações sobre roubo de contas, fraudes e até mesmo sobre o pleno funcionamento da rede.

A segurança do sistema depende de três processos: criptografia avançada, a rede peer-to-peer e o conjunto de incentivos de protocolo. Há a questão do código-fonte aberto também, pois conta com um número considerável de desenvolvedores, especialistas e voluntários.

  • Risco de usabilidade

Talvez seja o maior risco do sistema de cryptomoedas, pois são inúmeros casos de perda de bitcoin por esquecimento de senhas, pendrives extraviados e discos rígidos formatados. Um exemplo disso está na formatação de um computador onde detém as chaves privadas salvas das cryptomoedas do usuário, pois a perda é total e irreparável.

Vantagens

Apesar dos riscos mencionados, muitos veem vantagens de investir em cryptomoedas. Dentre as vantagens desse tipo de investimento, as três principais são:

  • Tecnologias disruptivas: há a aposta de que a Bitcoin, por exemplo, irá mudar a forma como são feitas as transações monetárias, revolucionando e substituindo o sistema padrão utilizado. Sendo assim, é um mercado visto com grande potencial de crescimento.
  • Liberdade monetária: sem sombra de dúvida, a liberdade e a privacidade são vistas como principais vantagens desse sistema, já que não depende de bancos ou outras organizações intermediárias.
  • Transações financeiras eficientes: outra grande vantagem está na transferência de dinheiro de forma fácil e fora do horário comercial dos bancos (um problema que dificulta muitas transações), além das taxas por cada transação. A cryptomoeda não conta com nenhum desses problemas e os custos são baixíssimos.

Investir em cryptomoedas pode ser uma aposta para o investidor mais experiente e que visa acompanhar o mercado moderno, no entanto, conforme afirma Borges, vale a pena buscar uma instituição confiável e analisar os riscos antes de fazer qualquer investimento nesse mercado.

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