Henrique Bredda: lições e trajetória do gestor da Alaska

Henrique Bredda é o gestor do fundo Alaska e um dos maiores nomes do Fintwitt. Conheça suas lições para o investidor.

Henrique Bredda é sócio e cofundador do fundo Alaska Black, um dos mais populares fundos de ações do Brasil.

Muito ativo nas redes sociais e requisitado com frequência por corretoras e casas de análise para entrevistas, Bredda é um dos gestores de ações mais famosos e influentes do Brasil.

Neste artigo, você vai conhecer um pouco da trajetória de Henrique Bredda e descobrir algumas lições que são possíveis de extrair das entrevistas e depoimentos nas redes sociais.

Quem é Henrique Bredda, o gestor da Alaska

Henrique Bredda é conhecido no mercado financeiro por ser sócio fundador e gestor dos fundos Alaska Black.

Sua formação, no entanto, não está diretamente relacionada à área financeira. Bredda é formado em Engenharia Naval e Oceânica pela Escola Politécnica da USP. 

Apesar disso, ele trabalhou pouco tempo na área, escolhendo o mercado financeiro como carreira desde cedo. Para isso, ele se tornou um gestor de carteira de valores mobiliários, com autorização da CVM.

Antes de cofundar o Alaska Black, Bredda acumulou passagens por instituições como Unibanco, Spinnaker Capital Group, Ashmore Brasil, FVF Participações e VentureStar Capital Management. 

Bredda também foi sócio e fundador da Skipper Investimentos, na qual atuou como analista e gestor de renda variável de 2010 a 2013, antes de partir para o Alaska Black. Os fundos Alaska Black surgiram na metade de 2015, fruto de uma parceria entre Bredda e Luiz Alves Paes de Barros, um dos maiores investidores do Brasil.

Desde então, Bredda vem se tornando popular pelos acertos do fundo – o Alaska foi um dos poucos a surfar a ascensão meteórica de Magazine Luiza – e por se manifestar diariamente no Twitter, além de conceder entrevistas frequentes para canais ligados ao mercado financeiro.

Henrique Bredda no Twitter

Henrique Bredda também é muito conhecido por ser bastante ativo no Twitter, rede social na qual interage diretamente com outros usuários de forma pública — muitos deles cotistas do fundo.

Ainda não segue o investidor no Twitter? Vale a pena: www.twitter.com/hbredda

Ele foi um dos precursores do que hoje se conhece por “Fintwitt”, uma espécie de comunidade financeira que se formou na rede, com participação de investidores, gestores, analistas, influenciadores e até CEOs de empresas listadas na bolsa.

Com mais de 150 mil seguidores, Bredda é apontado como um dos nomes mais influentes da rede no âmbito do mercado financeiro, ao lado de perfis como o do economista Samy Dana, o trader Rafael Ferri e o influenciador Thiago Nigro, o Primo Rico. 

Bredda usa essa visibilidade não apenas para dar suas opiniões sobre temas do seu campo de atuação, como análise de empresas e a variação do dólar, mas também para fazer o que chama de educação financeira, falando diretamente com o investidor pessoa física para educá-lo sobre alguns aspectos do mercado financeiro. Essa é, por sinal, uma das missões do Alaska, de acordo com o site institucional da empresa.

Quer um exemplo? No dia 27 de maio de 2020, ele publicou: “Investimento em empresas e educação financeira são indissociáveis. A pergunta abaixo é sincera, honesta. Merece uma explicação também sincera e direta. Repasso pois pode ser a dúvida se muitos outros.” 

Na imagem anexada, um cotista reclamava do desempenho negativo do fundo em um determinado período, mostrando não entender como as cotações do Alaska são calculadas, nem como o fundo aplica o dinheiro dos cotistas. Bredda explica e publica para que mais pessoas possam ler, preservando a identidade de quem enviou a pergunta.

No Twitter, Henrique Bredda também dá opiniões políticas e participa de discussões sobre questões mais técnicas do mercado de ações, além de apresentar parte do conhecimento que acumulou nesses anos de experiência como gestor no formato de “threads”, uma sequência de vários tweets.

Lições de Henrique Bredda para o investidor

A seguir, reunimos algumas das diversas lições que Henrique Bredda já deixou para os investidores. Tentamos agrupar os seus principais ensinamentos, em temas que ele aborda com frequência.

Análise fundamentalista traz resultados consistentes

Para fazer análise de empresas, Henrique Bredda utiliza a análise fundamentalista, por meio da qual é possível avaliar a saúde financeira da empresa e fazer projeções para o seu fluxo de caixa futuro, com base nos fundamentos. Ele não toma decisões com base nos gráficos de cotações das empresas. 

Vender em momentos de pânico é um erro

Durante a greve dos camioneiros, em maio de 2018, a bolsa teve uma queda acentuada, e Bredda estava online no Twitter para acalmar o ânimo dos cotistas, ensinando que é a visão de longo prazo que enriquece, e não as oscilações de curto prazo. “Perder”, para o Alaska, é parte do processo.

Um de seus tweets fala sobre isso: “Já ficamos em queda ou sem direção em inúmeras ocasiões e na imensa maioria delas não conseguimos antever com precisão quando iriam ocorrer. Essa é a nossa natureza. Grande parte do nosso ganho de longo prazo vem de não termos medo de “cair”, “perder”, no curto prazo”. Ele costuma dizer que é nos momentos de pânico que as ações trocam de mãos.

Grandes oportunidades só vão surgir em meio a más notícias

Bredda costuma ironizar quem investidores que não investem na bolsa com o argumento de que ela já subiu muito, mas sempre ficam de fora quando alguma realização ocorre. Ele também mostra, com frequência, como o comportamento intuitivo de muitos investidores, de comprar na alta e vender na baixa, é prejudicial para seus retornos.

No dia 4 de fevereiro de 2020, ele postou uma sequência de tweets com essas ideias. “Bolsa sempre acha um motivo horripilante e plausível para baratear os ativos e expulsar os aventureiros. Nesses momentos, os ativos trocam de mãos e vão direto para a mão dos acumuladores de ativos”, explicou.

E concluiu: “Se esperar sempre por um mar de rosas para comprar, irá pagar um preço mais alto e obter um retorno medíocre. E adivinha quem é o investidor que te vende quando está tudo lindo e maravilhoso? Ele mesmo: aquele que comprou de você quando você vendeu barato desesperado”.

Longo prazo é o que enriquece o investidor

Bredda é um defensor de que, no longo prazo, nenhuma aplicação financeira garante retorno superior às ações. Por isso, ele costuma colocar notícias em perspectiva de longo prazo, usando, com frequência, ensinamentos que obteve com Luiz Alves Paes de Barros, que ficou rico na bolsa investindo de forma consistente no longo prazo. 

A bolsa segue os lucros das empresas

Outra tese que Henrique Bredda tem o costume de abordar é o fato de que, no longo prazo, a Bolsa e as ações seguem os lucros das empresas listadas. 

“Não importa quantas vezes se fala, se prova, se mostra com números, que as ações são frações patrimoniais de empresas e que, portanto, se valorizam ou desvalorizam ao longo do tempo conforme os lucros e geração de caixa, as pessoas não acreditam e não reagem de acordo. Se quiser entender pra onde vai a bolsa, pense pra onde vão os lucros das empresas. E o lucro vai na direção da atividade econômica”, twittou em uma ocasião. 

Em outra oportunidade, reforçou: “Bolsa responde ao aumento dos lucros das empresas que estão na bolsa. A bolsa não se importa com o que você acha dela. A bolsa não se importa se é lua cheia ou se o Trump vai ganhar. Bolsa é lucro das empresas.”

Com base nessa tese, a recomendação para o investidor é simples: descubra para onde vai o lucro das empresas, que o preço da ação vai seguir essa tendência.

E aí, gostou das lições do Henrique Bredda? Segui-lo no Twitter é uma oportunidade para aprender diariamente. 

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