Fundos de pensão: o que são e como funcionam

Fundos de pensão são alternativa para complementar a renda no futuro. Saiba como funcionam e se vale a pena investir.

Os fundos de pensão permitem ao investidor complementar a aposentadoria do INSS e garantir maior estabilidade financeira para o futuro.

Mas não adianta investir sem planejamento. Como o investimento demanda contribuições mensais que saem diretamente da folha de pagamento, é essencial organizar suas finanças antes de decidir pela aplicação.

Então, como saber se os fundos de pensão valem a pena para você? Para ajudar, elaboramos este guia com as principais características desses planos e quais fatores levar em conta antes de investir. Confira.

O que são fundos de pensão

Fundos de pensão são os fundos fechados de previdência complementar. Como você pode imaginar pelo termo “fechados”, não é qualquer um que pode participar. 

Eles são oferecidos por grupos empresariais, entidades de classe, associações e cooperativas, que não devem ter fins lucrativos na oferta de previdência.

Nessa modalidade, a entidade e o colaborador fazem contribuições para os fundos de pensão, nos quais o dinheiro fica rendendo por anos até a aposentadoria. Trata-se de um investimento de longo prazo que complementa a previdência fornecida pelo INSS

No Brasil, os fundos de pensão são supervisionados pela Superintendência Nacional de Previdência Privada (Previc).

Como funcionam os fundos de pensão

Os fundos de pensão são investimentos dedicados exclusivamente a funcionários de uma empresa e participantes de associações. Com isso em mente, descubra como funciona esse tipo de investimento:

Contribuições ao plano

Conforme mencionamos, os planos de previdência complementar fechada, empregador e funcionário fazem contribuições em conjunto para os fundos. É comum que as contribuições das duas partes tenham o mesmo valor  — mas não é regra.

Geralmente, a contribuição do colaborador é descontada diretamente na folha de pagamento. O investimento pode seguir três modelos:

  • Contribuição definida (CA): O valor que o colaborador receberá no futuro é definido no momento da aposentadoria e varia conforme o montante investido.
  • Benefício definido (DB): O valor do benefício é estipulado na assinatura do contrato, e as contribuições variam durante a validade do plano até atingir o montante definido inicialmente.
  • Contribuição variável: O plano combina características do CD e BD.

 

Investimento de longo prazo

Os fundos de pensão são investimentos de longo prazo. Com as contribuições da empresa e do funcionário, o dinheiro rende por anos. 

Ao fim do prazo de vigência, o colaborador retira o valor investido mais os rendimentos sob a forma de renda mensal. E a liquidez é baixa, o que significa que, se retirar o dinheiro antes do prazo, a rentabilidade é prejudicada.

Vale lembrar que os planos também podem incluir mecanismos de proteção contra eventos não programados, como invalidez, doença e morte.

Taxas

Ao contratar fundos de pensão, é necessário pagar taxas às entidades que oferecem o plano. Uma delas é a taxa de administração, percentual que cobre os custos de prestação do serviço e alocação dos recursos. 

A outra é a taxa de carregamento, que cobre despesas administrativas das entidades ao oferecer o plano. Dependendo da entidade, essa cobrança pode ser isenta.

Imposto de Renda

O investidor também deve pagar Imposto de Renda ao fazer o resgate do valor nos fundos de pensão. Existem dois regimes de tributação: regressivo e progressivo.

No regime regressivo, a alíquota é decrescente, diminuindo conforme o tempo da aplicação. Ela varia entre 35% e 10%.

Já o modelo progressivo tem cobrança de alíquota de 15% retida na fonte e, no momento do resgate, há reajuste seguindo uma tabela de alíquotas entre 27,5% e 0, dependendo do valor recebido pelo investidor.

Além disso, se você optar pelo plano PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), é possível fazer restituição de até 12% da renda bruta tributável na declaração de IR.

Vale a pena investir em fundo de pensão? 

O investimento em fundos de pensão vale a pena desde que seu objetivo seja de longo prazo. Se você deseja uma aplicação para complementar a aposentadoria e não quer correr riscos, a previdência privada é uma boa opção. 

Em uma larga janela temporal, também é possível alcançar benefícios no pagamento do Imposto de Renda, o que aumenta a rentabilidade.

Mas é importante comparar os fundos de pensão com a previdência complementar aberta, que é destinada a qualquer pessoa e não tem relação com entidades fechadas. Nela, os planos são oferecidos por bancos e corretoras. 

De olho nos números e nos custos, você pode avaliar os dois investimentos e tomar uma decisão segura. E então, entendeu como funcionam os fundos de pensão? Se você gostou das dicas deste artigo, compartilhe.

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