Fundo Verde: o que é e como investir

Lançado em 1997, o Fundo Verde mantém histórico invejável de rentabilidade.

Fundo Verde

Criado pelo renomado gestor de investimentos Luis Stuhlberger, o Fundo Verde se tornou um dos principais e mais famosos hedge funds (fundos multimercado) do Brasil sob sua gestão.

Uma das maiores referências no mercado de ativos brasileiro, Stuhlberger conseguiu o feito de valorizar seu fundo em mais de 17.550% desde a sua criação, há 20 anos, tornando sua estratégia de investimentos – que difere do padrão adotado para multimercados – uma das mais aclamadas.

Neste artigo, vamos falar sobre o que é o Fundo Verde, as características desse investimento, oportunidades para investir e lhe ajudar a fazer a melhor escolha para aplicar o seu capital.  Confira!

O que é o Fundo Verde?

Criado em 1997, o Fundo Verde é um fundo de investimento do tipo multimercado. Também conhecido como multigerenciais, esses fundos são tipos de investimento que não precisam se fixar em apenas um tipo de ativo. Essa característica permite que profissionais ampliem sua carteira de investimentos desde fundos mais conservadores, renda fixa, câmbio até investimentos mais arriscados da renda variável, como o mercado de ações.

Mesmo com tantas altas e baixas no mercado, crises e mudanças no cenário financeiro brasileiro e mundial, o Fundo Verde continuou crescendo acima da média. Enquanto o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), por exemplo, acumulou somente 1.991% de crescimento nos últimos vinte anos, o Fundo Verde alcançou 8 vezes mais rentabilidade. A sua capacidade de grande retorno financeiro, certamente, é um dos grandes atrativos desse fundo.

Pioneiro dos investimentos

Esse crescimento estrondoso se deve ao seu fundador e principal gestor, Luis Stuhlberger. Ele começou sua carreira na área ainda nos anos 1980, como representante dos operadores com o Banco Central, na Hedging, que foi comprada pelo Credit Suisse, passando a chamar-se Credit Suisse Hedging-Griffo.

Desde então, Stuhlberger fez sua reputação no mercado financeiro trabalhando como gestor de ativos nos anos 1990, destacando-se durante a crise asiática de 1997, a política monetária cambial em 1999 e a disputa eleitoral de 2002 – lucrando mesmo com o cenário da bolsa oscilante, causado pelas incertezas políticas da época.

Esse caminho de sucesso o levou a fundar e estabelecer a Fundo Verde como um dos principais e mais lucrativos fundos multimercados, solidificando seu nome como a imagem sempre associada ao fundo financeiro brasileiro e guru entre os financistas. Desde sua criação, o Fundo Verde já fez vários milionários, e possui uma longa lista de interessados.

Por que o Fundo Verde ainda faz tanto sucesso?

Ainda em 2001, apenas quatro anos após sua criação, o Fundo Verde alcançou o patamar de R$ 1 bilhão de ativos sob sua gestão. Em 2005, já contava com 10 bilhões, e, em 2015, lançou o primeiro fundo multimercado da previdência.

A trajetória repleta de conquistas é reflexo de seu trabalho para entregar soluções e rendimentos diferenciados. Durante os seus 22 anos de operação, o Verde contou com apenas um ano de crescimento negativo: 2008, ano da crise norte-americana, em que todas as bolsas do mundo registraram queda. Na época, o Fundo encerrou com saldo de -6,44%.

Já em 18 anos dos mais de 20 de funcionamento, a gestora de investimentos bateu com folga o CDI, sendo superada pela primeira vez pelo mesmo em 2014.

Com a promessa de manter seu histórico de estratégias de sucesso e visão panorâmica do mercado, que caracterizam seu time de gestores de fundos, a partir de 2015, o Verde passou a ser gerido pela Verde Asset Management. A instituição de gestão de investimentos é estabelecida pela própria equipe de analistas e investidores de carreira do Fundo Verde, visando a excelência de sua performance financeira e a promessa de manter sua cultura de conquistas e sucesso.

Com mais de 42 bilhões de reais em ativos sob sua gestão (PL aproximado em 28/02/2020), o Fundo Verde segue o modelo de pluralidade como padrão dos fundos multimercado, aplicando em variados níveis de riscos nas operações e planos de investimento diversificados em um mesmo mercado. Desta forma, é possível oferecer resultados únicos, que a destacam como a maior oportunidade de retorno encontrada em território nacional.

Todos esses fatores contribuem para tornar o Fundo Verde uma lenda entre os profissionais do mercado financeiro e investidores de longa data.

Como investir no Fundo Verde?

Devido à enorme cartela de clientes, o Fundo Verde passa a maior parte do tempo fechado para a aplicação de novos investidores. A última convocação foi realizada em outubro de 2018. O plano de captar R$ 200 milhões com a nova abertura foi alcançado em apenas dois dias: a demanda é alta e a fila longa. Por isso, uma oportunidade de participar ocorre esporadicamente, e é preciso acompanhar as redes do fundo para saber quando ocorrerá a próxima data de aplicação.

Contudo, não desanime. Além de entrar para a lista direta de investidores do Fundo Verde, há outras formas de aplicar seu dinheiro por meio da gestora de fundos multimercados: instituições como a VRB (que conecta o mercado financeiro e impacto social) e a XP Investimentos investem no Fundo Verde, tornando possível fazer suas aplicações por lá.

Porém, há a limitação de que apenas parte da carteira desses fundos fique no Fundo Verde, fazendo com que o impacto não seja o mesmo do que investir diretamente – que chega a render 20% de rentabilidade.

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