Custo de produção: como calcular para investir melhor

Entenda melhor sobre os gastos e custos de produção e como calculá-los para melhorar seus investimentos

Você já calculou o custo de produção para decidir sobre um investimento em ações?

Entre os inúmeros métodos e indicadores que revelam o potencial de um negócio, esse valor é fundamental para prever se você terá o retorno esperado.

Por isso, hoje você vai aprender a quantificar esses gastos e medir a lucratividade com mais precisão.

Vamos aos cálculos?

Custo de produção: importância para os investimentos

O custo de produção é o valor total gasto com os processos produtivos da empresa, seja a fabricação de produtos, prestação de serviços ou outros modelos de negócio.

Para o investidor, esse é um indicador essencial para avaliar a viabilidade econômica e sustentabilidade do negócio.

Afinal, é a regra mais básica das finanças: para ter lucro, é preciso gastar menos do que se ganha.

Logo, você pode analisar a saúde financeira e potencial de valorização de uma organização ao comparar o custo de produção com a receita total, determinando sua lucratividade.

Mas é claro que se trata de um cálculo detalhado, que envolve toda a contabilidade de custos da empresa.

Lá na Primeira Revolução Industrial, era muito mais fácil calcular os custos de produção, pois as empresas usavam basicamente matérias-primas, mãos-de-obra e equipamentos padronizados.

Com a evolução da tecnologia e processos produtivos, foram acrescentados inúmeros custos e despesas à conta, desde os gastos com o transporte de materiais até os salários e comissões de profissionais.

Por isso, se você precisa tomar uma decisão de investimento, o custo de produção precisa fazer parte da análise.

Confira aqui, os principais tipos de investimento disponíveis no mercado financeiro!

Como calcular o custo de produção de uma empresa

Para calcular o custo de produção total de uma empresa, você precisa levar em conta dois tipos básicos de indicadores:

  • Custos diretos: são os custos diretamente ligados aos processos produtivos, que são incluídos na precificação dos produtos (Ex: matérias-primas e mão de obra)
  • Custos indiretos: não estão diretamente relacionados com a atividade-fim da empresa, como gastos com energia, aluguel e custos administrativos em geral.

Ainda é possível classificar os custos em fixos e variáveis, de acordo com o período e também em relação às categorias internas (pessoal, impostos, material de consumo, serviços terceirizados, etc.).

Vamos conhecer alguns dos principais tipos de custos e seus cálculos.

Custos fixos

Os custos fixos são aqueles que não se alteram conforme a quantidade produzida pela empresa, como a locação de um equipamento ou salários dos colaboradores

Basicamente, são os gastos que se mantêm estáveis para o funcionamento da empresa e não são diretamente afetados pelo volume de produção ou vendas.

Estes são alguns exemplos:

  • Aluguel de escritórios, galpões logísticos e salas
  • Salários, encargos e benefícios dos colaboradores
  • Serviços de telecomunicações e internet
  • Mensalidades de softwares e sistemas
  • Serviços de segurança, limpeza e quaisquer atividades terceirizadas.

Para descobrir qual o custo fixo médio da empresa, basta dividir os custos fixos totais pela quantidade produzida no período.

Por exemplo, se uma empresa têxtil tem um gasto fixo total de R$ 200 mil — aluguel da fábrica, mão de obra, maquinário, administração, etc. — e produz 100 mil camisetas em um mês, temos o cálculo:

  • R$ 200.000,00 / 100.000 = R$ 2,00

Logo, o custo fixo por unidade produzida é de dois reais.

Custos Variáveis

Os custos variáveis são proporcionais ao volume produzido no período, como os insumos e matérias-primas utilizados (ou mesmo horas de trabalho).

Ou seja, todo gasto que aumenta conforme a produção cresce é um custo variável, por exemplo:

  • Matérias-primas, insumos e suprimentos de equipamentos
  • Contas de consumo como água e luz
  • Fretes para transporte e entrega dos produtos
  • Comissões de vendas
  • Verbas de marketing e publicidade.

Supondo que a empresa de camisetas do exemplo acima tenha somado R$ 600 mil em custos variáveis no mesmo período, o custo variável médio seria:

  • R$ 600.000,00 / 100.000 = R$ 6,00

Ao contrário do custo fixo, esse valor oscila com mais frequência, conforme a capacidade produtiva da empresa.

Custo total

O custo total é o valor que mais interessa aos investidores, pois representa a soma de todos os custos que vimos acima.

No caso da nossa fábrica de camisetas, bastaria somar R$ 600 mil de custos variáveis e R$ 200 mil de custos fixos, chegando a R$ 800 mil de custos totais.

Para chegar ao custo total médio, basta dividir novamente pelas unidades produzidas:

  • R$ 800.000,00 / 100.000 = R$ 8,00

A partir desse valor, a empresa pode precificar seus produtos e incluir a margem de lucro ideal, garantindo o retorno aos acionistas.

Então, se você pretende apostar em um negócio, é melhor ter certeza de que as vendas cobrem os custos totais e ainda remuneram os investidores.

Vá além do custo de produção

A análise do custo de produção é utilizado em valuation, que determina quanto vale uma empresa e qual seu potencial de retorno sobre investimentos.

Nesse caso, a relação entre custos e receitas da empresa é apenas a ponta do iceberg, pois há inúmeros ativos tangíveis e intangíveis considerados na avaliação.

Para um valuation certeiro, você precisa entender a fundo os indicadores financeiros e a percepção do mercado em relação ao negócio, além de ser capaz de realizar projeções.

Felizmente, você pode contar com a Capital Research nessa jornada de aprendizado para conduzir suas finanças para um novo patamar.

Nossa missão é ajudar você a investir no longo prazo, de olho em um portfólio para proteger seu patrimônio, multiplicar suas reservas e trazer maior conforto para o seu futuro.

Então, adicione o custo de produção à sua análise e continue evoluindo com os nossos conteúdos.

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