Tesouro Direto: conheça os títulos públicos e invista sem medo

O Tesouro Direto permite que você compre e venda títulos públicos sem burocracia. Veja como investir sem medo nesses ativos.

O Tesouro Direto é conhecido como um dos investimentos mais seguros do mercado, garantido pelo próprio Tesouro Nacional. 

Mas não é apenas o baixo risco que atrai investidores, pois os títulos públicos também oferecem diferentes perspectivas de rentabilidade, liquidez diária e facilidade na gestão dos recursos. Se você souber escolher o ativo certo, terá uma excelente aplicação de renda fixa para compor sua carteira

Por isso, vamos detalhar quais são os títulos disponíveis no Tesouro Direto e dar dicas para investir sem medo.  Siga a leitura e junte-se a mais de 5 milhões de brasileiros que aplicam no Tesouro. 

O que é o Tesouro Direto

O Tesouro Direto é o programa de venda de títulos públicos do Tesouro Nacional em parceria com a B3 (Bolsa Brasil Balcão). Desde 2002, pessoas físicas podem utilizar o sistema para comprar e vender títulos do governo federal pela internet, de forma prática e acessível.

No caso, os títulos são ativos de renda fixa emitidos pelo Tesouro Nacional para o financiamento do Déficit Orçamentário Geral da União e da Dívida Pública Federal. Ou seja: ao comprar títulos no Tesouro Direto, você está emprestando dinheiro ao governo e sendo remunerado por isso.

É possível comprar frações de títulos a partir de R$ 30,00, com limite de R$ 1 milhão ao mês por investidor, o que torna o Tesouro Direto bastante democrático. Além disso, as taxas de custódia são baixas, há opções prefixadas e pós-fixadas (atreladas a indicadores como Selic e IPCA) e a liquidez dos títulos é imediata.

Em 2019, o Tesouro Direto já contava com 5 milhões de inscritos, e a flexibilidade dos títulos vem atraindo cada vez mais investidores. Em tempos de instabilidade, principalmente, ter o governo como credor é uma segurança extra para diversificar as aplicações.

Títulos do Tesouro Direto 

Existem três tipos de títulos do Tesouro Direto: prefixados, pós-fixados atrelados à taxa Selic e pós-fixados atrelados à inflação. Veja como funciona cada um deles.

Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado possui uma taxa de juros fixa, ou seja, você sabe exatamente quanto vai receber no ato da aplicação, se não resgatar antes do prazo de vencimento. Por isso, é um investimento interessante para quem quer uma rentabilidade previsível e possui metas de médio e longo prazo, que coincidem com os vencimentos dos títulos.

No início de abril de 2020, por exemplo, estavam disponíveis os títulos Tesouro Prefixado 2023 (5,47% ao ano), Tesouro Prefixado 2026 (7,35% ao ano) e também o Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 (8,03% ao ano + cupom de juros a cada semestre).

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título pós-fixado com rentabilidade atrelada à Taxa Selic — a taxa básica de juros do país. É indicado para reservas de emergência e objetivos de curto prazo, pois oferece zero risco para venda antecipada. 

Com o cenário de juros baixos, seus rendimentos podem ser tornar menos atrativos. O título disponível no momento é o Tesouro Selic 2025, com rentabilidade anual da Selic + 0,03%. 

Tesouro IPCA

O Tesouro IPCA é um título pós-fixado com rentabilidade atrelada ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ou seja, seus rendimentos são iguais à variação da inflação mais uma taxa prefixada de juros. 

É a opção de título que protege o investidor das oscilações da inflação, indicada para investimentos de longo prazo. Exemplos de títulos disponíveis no início de abril de 2020: 

  • Tesouro IPCA+ 2026 (IPCA + 3,69%)
  • Tesouro IPCA+ 2035 (IPCA + 4,56%)
  • Tesouro IPCA+ 2045 (IPCA + 4,56%)
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2030 (IPCA + 4,02%)
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2040 (IPCA + 4,45%)
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2055 (IPCA + 4,60%).

Dicas para investir no Tesouro Direto 

O Tesouro Direto é uma das aplicações mais populares entre investidores de perfil mais conservador, pois se destaca pela rentabilidade, flexibilidade e segurança. Confira algumas dicas para aproveitar as vantagens desses títulos.

Saiba escolher o título certo

Antes de comprar seu título do Tesouro Direto, é importante escolher o ideal para seus objetivos financeiros. Além de olhar para a rentabilidade, você também precisa considerar o tempo de investimento (curto, médio ou longo prazo).

Por exemplo, se você quer fazer sua reserva de emergência e garantir a liquidez, o Tesouro Selic é a melhor opção, enquanto o Tesouro IPCA pode funcionar melhor se você busca se proteger da inflação no longo prazo. 

Cuidado com o resgate antes do prazo

Com exceção do Tesouro Selic, que está associado à taxa básica de juros, os títulos prefixados e atrelados à inflação estão sujeitos à chamada marcação a mercado. Ou seja: mesmo sendo ativos de renda fixa, eles sofrem variações no preço de acordo com os movimentos do mercado. 

Logo, se você não ficar atento à cotação do título, pode acabar perdendo dinheiro ao vendê-lo antes do prazo. O ideal é sempre se planejar para mantê-lo até o vencimento ou resgatar em um momento de valorização. 

Fique de olho nas taxas 

Ao investir no Tesouro Direto, você tem basicamente três custos: a taxa de custódia da B3 (0,25% ao ano), o Imposto de Renda e a taxa de administração da corretora. As duas primeiras são inevitáveis, mas a boa notícia é que existem várias instituições com taxa zero para investimentos no Tesouro. 

Por isso, fique atento às taxas e seu impacto nos rendimentos quando for negociar seus títulos públicos. E lembre-se: renda fixa é importante, mas também é preciso diversificar suas aplicações para alcançar resultados melhores.

Com a Carteira Capital, você pode alocar seu dinheiro em ativos de renda fixa, ações e fundos imobiliários, para construir seu patrimônio em longo prazo e alcançar a independência financeira.

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