Tesouro Direto: taxas de rentabilidade em títulos públicos

Antes de aplicar no Tesouro Direto, conheça as taxas de correção do investimento. Saiba avaliar se vale a pena para você.

Quando o assunto é investir no Tesouro Direto, taxas e preços são informações importantes. Elas revelam, por exemplo, qual a rentabilidade esperada e quanto custa para comprar títulos públicos.

A modalidade de renda fixa promete um retorno maior do que a poupança, por exemplo, e boa segurança. Isso a torna bastante atrativa, em especial a investidores de perfil conservador.

Assim, pessoas menos propensas ao risco ou que desejam diversificar a carteira de investimentos podem fazer bons negócios com o Tesouro Direto. Se você se encaixa em um desses perfis, acompanhe com a gente e descubra tudo sobre o título público.

Tesouro Direto: taxas nos títulos públicos

O Tesouro Direto é um título público de renda fixa, emitido pelo governo brasileiro, através do Tesouro Nacional. Dessa forma, quem compra os títulos “empresta” dinheiro aos cofres públicos e, por eles, é remunerado.

A modalidade de investimento pode ser divida em três principais ativos: prefixado, Selic e IPCA+. Veja, na sequência, como funcionam as taxas do Tesouro Direto em de cada um deles.

 

Quanto paga o Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado estipula uma taxa fixa de rentabilidade, que será aplicada sobre o investimento até a sua data de vencimento. Assim, se um título tem alíquota de 7,96%, o valor será empregado periodicamente sobre a aplicação.

Por suas características, o Tesouro Prefixado é indicado, principalmente, para quem quer evitar ao máximo riscos com flutuações de indexadores.

Confira exemplos de papéis, seus vencimentos, taxas e outras condições:

Título

Vencimento

Taxa de Rendimento (a.a.)

Valor Mínimo

Preço Unitário

Tesouro Prefixado 2023

01/01/2023

5,61 %

R$ 34,46

R$ 861,55

Tesouro Prefixado 2026

01/01/2026

7,69 %

R$ 32,70

R$ 654,07

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2031

01/01/2031

8,36 %

R$ 34,14

R$ 1.138,28

 

Quanto paga o Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um investimento indexado à Taxa Selic. Ou seja, a sua rentabilidade está diretamente ligada ao valor da taxa básica de juros.

O investimento é muito bem avaliado, pois sempre renderá de forma positiva. Além disso, tem baixa volatilidade e bons rendimentos – se comparados às aplicações indexadas a outros índices, como o CDI.

Um título Tesouro Selic 2025, com vencimento em 01/03/2025, será remunerado à taxa Selic + 0,03%, por exemplo. O valor mínimo investido é de R$ 105,66, em preço unitário de R$ 10.566,90.

 

Quanto paga o Tesouro IPCA+

Da mesma forma que o título público anterior, o Tesouro IPCA+ é indexado a um índice financeiro. Mas, desta vez, ao Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), que mede mensalmente as taxas de inflação do Brasil.

Uma das grandes vantagens do Tesouro IPCA+ é que ele sempre vai cobrir a corrosão inflacionária, já que sua remuneração é superior ao índice. Em outras palavras, o título consegue rentabilizar de fato o investidor porque os juros pagos serão maiores do que as taxas de inflação do período.

Veja, então, alguns exemplos de Tesouro IPCA+, vencimentos e rentabilidade:

Título

Vencimento

Taxa de Rendimento (a.a.)

Valor mínimo

Preço Unitário

Tesouro IPCA+ 2026

15/08/2026

IPCA + 3,85 %

R$ 52,13

R$ 2.606,70

Tesouro IPCA+ 2035

15/05/2035

IPCA + 4,71 %

R$ 33,14

R$ 1.657,07

Tesouro IPCA+ 2045

15/05/2045

IPCA + 4,71 %

R$ 31,41

R$ 1.047,16

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2030

15/08/2030

IPCA + 4,16 %

R$ 38,42

R$ 3.842,31

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2040

15/08/2040

IPCA + 4,59 %

R$ 39,47

R$ 3.947,76

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2055

15/05/2055

IPCA + 4,77 %

R$ 40,77

R$ 4.077,71

Como escolher o melhor título público

Como a gente pode ver, cada uma das modalidades de Tesouro Direto tem suas particularidades quanto ao rendimento. O fator principal de escolha entre um ou outro é o perfil do investidor. Tratando-se de renda fixa, o retorno não será tão alto quanto uma aplicação em renda variável, certo?

No entanto, os objetivos de aquisição dos títulos públicos variam de pessoa para pessoa. Portanto, a escolha também deve se pautar no retorno esperado pelo investidor.

O mais indicado é que, quanto menos propenso ao risco, maior seja a aposta em títulos prefixados. Por outro lado, investidores que consideram a possibilidade de variações nos ganhos, podem aplicar em Tesouro Selic ou IPCA+.

Não esqueça as taxas a pagar

Quando falamos em taxas no Tesouro Direto, vale lembrar que elas não se limitam à rentabilidade do investimento. Assim como outras aplicações financeiras, os títulos públicos têm incidência de cobranças e tributos. Por isso, fique de olho nas despesas com:

  • IOF – Imposto sobre Operações Financeiras
  • Taxa de custódia
  • IR – Imposto de Renda.

O IOF incide sobre o valor nos primeiros 30 dias da aplicação. Já a taxa de custódia é cobrada de forma semestral pela B3, à alíquota de 0,25% a.a.

Por fim, o IR tem incidência apenas sobre os rendimentos gerados pelos títulos e é cobrado de forma regressiva. Ou seja, quanto mais distante for o resgate, menor será a taxa do IR sobre o Tesouro.

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