Previdência tem FGC? Tire suas dúvidas sobre a aposentadoria complementar

Antes de contratar um plano de aposentadoria privada, saiba se previdência tem FGC, o Fundo Garantidor de Crédito.

Será que previdência tem FGC (Fundo Garantidor de Crédito)? Essa é uma dúvida comum entre aqueles que avaliam investir em um plano de aposentadoria complementar e querem contar com essa proteção.

Vale lembrar que o FGC é um tipo de cobertura que dá mais segurança para as aplicações financeiras. E fazer um investimento seguro, seja qual for o seu perfil, é sempre uma boa ideia, não é mesmo?

Neste artigo, a gente responde se previdência tem FGC e quais são os outros controles que são utilizados para minimizar os riscos da operação para você aplicar dinheiro sem medo.

Previdência tem FGC?

Os planos de aposentadoria complementar não são cobertos pelo FGC. O próprio fundo deixa explícito que não cobre os créditos, na Resolução 4.688, do Banco Central, ao afirmar que não são cobertos pela garantia ordinária os créditos de:

Titularidade de instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, de entidades de previdência complementar, de sociedades seguradoras, de sociedades de capitalização, de clubes de investimento e de fundos de investimento.

Assim, a previdência privada é um tipo de investimento dispensado da cobertura de segurança do Fundo Garantidor de Crédito. Mas isso não significa que seja menos segura, como vamos ver mais à frente.

 

O que é previdência privada?

A previdência privada é a aplicação que tem o objetivo de acumular recursos financeiros para serem utilizados durante a aposentadoria. Ou seja, os planos são elaborados para o longo prazo, a fim de complementar a renda futura do contratante.

Depois do acúmulo dos aportes realizados todos os meses, o valor será resgatado sob a forma de renda mensal ou saque único.

Além de poupança, a previdência tem a função de investimento. Isso quer dizer que o dinheiro aplicado rende juros durante todo o período de acumulação.

De acordo com o tipo de remuneração paga, os planos de aposentadoria podem ser renda fixa ou variável. Portanto, eles são mais ou menos arriscados, conforme a escolha do contratante. 

Nesse sentido, é importante observar quais os tipos de segurança a previdência privada oferece para evitar perdas decorrentes de possíveis problemas futuros da operadora.

 

O que é FGC?

Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é uma associação civil e sem fins lucrativos criada em 1995. Seu principal objetivo é atuar de maneira preventiva no sistema bancário e financeiro do Brasil, mantendo-o sólido e saudável.

A sua função mais conhecida é a de cobertura de depósitos, protegendo os depositantes até os limites estabelecidos pela regulamentação.

Assim, diversos tipos de aplicações são cobertas pelo fundo no valor total de R$ 250 mil por pessoa e conglomerado financeiro. Ou seja, o investidor será garantido em até duzentos e cinquenta mil reais em caso de quebra ou calote da instituição onde há o investimento realizado.

Além disso, há um teto estabelecido pelo CMN de R$ 1 milhão a cada período de 4 anos para garantias pagas a cada CPF ou CNPJ. Portanto, investimentos que contam com a cobertura do FGC têm maior segurança de crédito em relação a ativos que não a tenham.

Sem FGC, é seguro investir em previdência privada?

Apesar de não ser listada entre os depósitos cobertos pelo FGC, a previdência privada possui vários mecanismos de segurança. O primeiro deles é que, em caso de problemas com a gestora, os fundos de aposentadoria não podem responder por dívidas da instituição. Assim, se a operadora quebrar, a aplicação em si não sofrerá grandes impactos.

Além disso, a previdência é sempre gerenciada por seguradoras, que possuem leis e regras de operação ainda mais rígidas do que os bancos.

Por fim, vale observar que o nível de risco aumenta ou diminui com o tipo de aplicação escolhida. Os planos investidos em renda fixa são ainda mais seguros do que os aplicados em renda variável. Nesse caso, a tolerância do investidor é que vai determinar qual o tipo de previdência privada ele irá escolher.

Investimentos com FGC ou previdência?

A opção por aplicações cobertas com o FCG ou pelos planos de aposentadoria depende, em grande parte, do perfil do investidor e de seus objetivos com o investimento.

Como vimos, os papéis assegurados pelo fundo têm cobertura de até R$ 250 mil. Se você pretende fazer aportes com valores superiores a isso, o FGC não terá tanto impacto sobre a segurança dos ativos.

A previdência privada, ainda que não seja coberta pelo fundo, possui mecanismos próprios para minimizar os riscos em todos os seus ativos. Além da cobertura ou não pelo FGC, observe outras características dos investimentos antes de começar a investir. 

Veja, assim, taxas de juros, custos e condições gerais para aplicar no longo prazo.

 

Onde investir com o FGC?

  • Letras de câmbio (LC)
  • Letras hipotecárias (LH)
  • Letras de crédito imobiliário (LCI)
  • Letras de crédito do agronegócio (LCA)
  • Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado RDB (Recibo de Depósito Bancário) e CDB (Certificado de Depósito Bancário)
  • Depósitos de poupança.

Vimos que os planos de previdência privada não têm FGC, mas você pode contar com outros mecanismos que aumentam a segurança do investimento. Continue na Capital Research e tenha mais dicas para investir!

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