Previdência privada é seguro de vida? Entenda como funciona

Quer investir em aposentadoria complementar e está na dúvida entre previdência privada e seguro de vida? Conheça os planos e suas regras.

Se você está pesquisando por aplicações para a aposentadoria, deve estar se perguntando se previdência privada é seguro de vida – já que ambos aparecem como opções de longo prazo.

Mas, por aqui, você vai entender que os investimentos são diferentes em algumas questões, como resgate e cobertura. Assim, é importante compreender como os planos de previdência privada e seguro de vida funcionam, para fazer a melhor escolha para a sua aposentadoria.

Acompanhe e descubra!

Previdência privada é seguro de vida?

Existem muitos pontos de semelhança entre a previdência complementar e o seguro de vida. Por isso, a confusão entre os conceitos é comum. A principal diferença entre os tipos de aplicação, no entanto, é o objetivo do investimento.

Os planos de previdência privada têm como função primordial fazer uma poupança para ser utilizada pelo contratante no futuro. Assim, a aposentadoria complementar objetiva fornecer uma fonte de renda extra para o aposentado. Para isso, ele faz aportes mensais durante sua vida ativa até o fim do período de acumulação.

Logo depois, ele poderá receber benefícios mensais, resgatar o saldo total ou reinvestir o valor aplicado – entre outras formas de uso. Se o contratante falecer antes de utilizar toda a quantia, os herdeiros podem receber o saldo restante, de acordo com as regras contratadas.

Mas, perceba que a sucessão não é objetivo central da previdência privada. Ela tem como meta fornecer um aporte financeiro ao contratante do plano, ainda em vida. Já o seguro de vida, por outro lado, pode ser utilizado tanto em benefício do segurado, quanto de sua família e outras pessoas.

Assim, a função principal do seguro é dar proteção financeira aos dependentes do segurado em caso de acidentes ou morte, por exemplo.

Em algumas situações, o valor acumulado pode até ser utilizado pelo contratante. Mas, de forma geral, o objetivo é proteger financeiramente a ele e a seus dependentes em situações extremas.

VGBL: previdência privada ou seguro?

O VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre – é um tipo de seguro de vida. Porém, ele tem muitos pontos em comum com outros formatos de previdência privada. Isso acontece porque a indenização paga ao segurado pode ser feita sob a forma de renda mensal ou em pagamento único.

Assim, o contratante fará aportes mensais durante o tempo de contratação do seguro e, depois disso, poderá resgatar o valor para seu próprio uso.

Vale ressaltar que o VGBL é frequentemente comparado ao PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre. Este último, sim, é um tipo de previdência privada aberta.

Diferenças entre previdência privada e seguro de vida

Já vimos que o objetivo de uso dos recursos é o principal elemento que diferencia a previdência complementar do seguro. Confira outros pontos de diferenças entre os investimentos:

  • Tributação do IR: o Imposto de Renda (IR) incide sobre toda a aplicação em previdência privada. No caso dos seguros, o tributo é calculado apenas sobre os rendimentos gerados
  • Tributação do ITCMD: o imposto que incide sobre heranças pode ser cobrado dos planos de aposentadoria, enquanto os seguros são isentos
  • Penhora: a previdência privada pode ser penhorada pela Justiça, mas o seguro de vida é impenhorável
  • Sucessão: alguns formatos de aposentadoria até contemplam herdeiros, mas não é esse o objetivo central do investimento. Já os seguros são focados em cobrir financeiramente os dependentes do segurado.

Como escolher entre previdência privada e seguro

As semelhanças entre os investimentos podem causar dúvidas na hora de escolher entre as opções. Então, veja como as diferenças entre as modalidades podem ajudar a decidir pela previdência privada ou seguro.

 

1 – Qual seu objetivo com o investimento?

Se você tem a intenção de ter um fundo financeiro para situações graves, o seguro é mais indicado. De forma geral, ele tem mais facilidade para ser resgatado nessas situações.

Mas, se o objetivo é ter uma poupança para resgatar na aposentadoria, a previdência complementar pode ser mais rentável e interessante, nesse sentido.

 

2 – Como você pretende utilizar a aplicação?

À exceção do VGBL, os seguros de vida só podem ser resgatados sob a forma de indenização. Ou seja, é necessário que ocorra algum sinistro coberto pelo plano – como acidente ou morte – para que o valor seja liberado.

Já os planos de previdência privada são mais flexíveis, sendo possível, inclusive, resgatá-los antes do prazo final de aplicação.

 

3 – Como você declara o Imposto de Renda?

Por fim, os contribuintes que são obrigados a fazer a declaração anual do IR no modo completo podem se beneficiar mais com a previdência privada, pois ela poderá ser deduzida da renda tributável. Os desobrigados têm mais benefícios fiscais com os seguros, nos quais o IR incide apenas sobre os rendimentos.

Depois dessas informações, ficou mais fácil decidir entre a previdência e seguro, não é mesmo? Então, veja mais dicas como essas com os conteúdos exclusivos da Capital Research.

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