Entenda o que é passivo circulante e como afeta as finanças de uma empresa

Saber identificar como anda a saúde financeira de uma instituição pode fazer a diferença na hora de conseguir investimentos

Para entender o que é passivo circulante, primeiro precisamos falar sobre o Balanço Patrimonial, que é um demonstrativo financeiro da empresa. Ali estão descritos os ativos e passivos da companhia, ou seja, tanto seus bens, direitos e entradas de dinheiro, quanto suas obrigações, dívidas e saídas de dinheiro. Portanto, é um documento no qual encontramos toda a situação patrimonial e financeira da empresa dentro de um determinado período. 

Esses ativos e passivos, descritos no demonstrativo financeiro, podem ser classificados entre circulante e não-circulante, e chegar ao equilíbrio entre eles é a chave para manter a saúde financeira de uma instituição.

Agora, vamos ao significado de cada um e como funciona cada um deles.

Ativos

O ativo corresponde aos bens e direitos que compõem o patrimônio de uma empresa. Sendo o ativo circulante referente aos bens e direitos com maior liquidez, ou melhor, aqueles que em um curto período de tempo podem se tornar dinheiro efetivamente. Entram nessa classificação as mercadorias, matérias-primas, dinheiro que está na conta corrente da empresa, até contas próximas a receber.

Já o ativo não-circulante diz respeito aos bens e aos direitos que demandam mais tempo, médio ou longo prazo, para virarem dinheiro. Dentro dessa categoria, o ativo não-circulante é ainda dividido em quatro grupos:

  • Realizável a longo prazo – são os bens e direitos realizáveis com prazo superior a 360 dias, como contratos de mútuo valor e recuperação de impostos.
  • Investimentos – podem ser tanto os investimentos de caráter produtivo como novas instalações e maquinaria, como os ativos financeiros (títulos, ações, fundos).
  • Imobilizado – também chamados de patrimoniais, são os bens tangíveis como prédios, terrenos e veículos.
  • Intangível – ao contrário dos imobilizados, são os bens e direitos associados à organização que não são tangíveis, mas agregam valor à instituição. É o caso das marcas e patentes, por exemplo.

 Passivos

 Os passivos são as despesas, logo, referem-se às obrigações e dívidas da empresa, que podem ser com pessoas físicas ou jurídicas, e que devem ser pagas no futuro.

 

O passivo não-circulante diz respeito aos débitos exigíveis de longo prazo, ou seja, às obrigações que devem ser pagas em um prazo superior a 12 meses. Aqui estão as notas promissórias, impostos, financiamento e fornecedores de longo prazo, além de provisão para contingências trabalhistas e judiciais.

O que é passivo circulante

O passivo circulante são as dívidas de curto prazo, que podem ser aquelas mais corriqueiras de toda empresa ou qualquer outra com vencimento em até 12 meses. Podemos citar como contas da categoria passivo circulante as obrigações com funcionários (salários, 13º, férias e outros encargos trabalhistas), impostos (IPTU, IPVA, IRPJ), aluguel, pagamento de fornecedores, empréstimos, financiamentos e saldos devedores. 

Pode não parecer, mas saber administrar bem o passivo circulante é um dos pontos mais importantes para um bom planejamento financeiro. É por meio da previsão de pagamentos que conseguimos ter uma previsão da quantia necessária para manter as contas em dia durante os próximos meses. Por isso, ao observar esse elemento atentamente, é possível saber como vai a saúde financeira de uma empresa.

De modo geral, os passivos circulantes devem ser pagos com os ativos circulantes. Todavia, é comum companhias pagarem dívidas antigas, que estão próximas do vencimento, com dívidas de curto prazo. Essa técnica é chamada de rolar a dívida, e está baseada na lógica de que o dinheiro de curto prazo é mais barato do que o de longo prazo.

Contudo, a sua utilização exige cuidado, já que pode funcionar em um primeiro momento, porém, com o tempo, corre o risco de sofrer com o aumento dos juros e com a resistência dos credores em conceder empréstimos, o que pode fazer com que a instituição tenha que vender os seus melhores ativos para pagar as contas.

Diferença entre passivo circulante e não-circulante

Basicamente, a diferença entre passivo circulante e não-circulante é o seu prazo de vencimento. Para a contabilidade, as dívidas e obrigações são divididas entre exigíveis a curto ou longo prazo, sendo que as de curto prazo são as contas a serem liquidadas no exercício social seguinte.

Dessa forma, passivo circulante são as obrigações que devem ser pagas até 12 meses, enquanto o passivo não-circulante deve ser liquidado em um prazo superior a 12 meses.

Importância dos passivos circulantes na prática

Conforme mencionamos, o equilíbrio entre ativos e passivos é um dos fatores que indica o bem-estar dos negócios. É, inclusive, um dos pontos avaliados pelos investidores quando estão pensando em aplicar em alguma empresa, já que o fato de o passivo circulante comprometer apenas uma pequena parcela das previsões de recebimentos é a prova de que a instituição está saudável e rentável.

Dessa forma, manter uma contabilidade estruturada, com dados precisos e em dia, torna-se  um diferencial competitivo relevante quando se está em busca de financiamento.

É por ser tão importante entender sobre contabilidade e saber ler as finanças de uma empresa que a Capital Research procura proporcionar conteúdos e especialistas acerca do assunto, para ajudá-lo a descobrir as melhores opções de investimento e empresas do mercado.

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