Offshore: o que é e como funcionam os fundos?

Os fundos offshore são uma maneira de investir no mercado internacional e evitar altos tributos de países, como o Brasil. Entenda o que são e como funcionam.

Offshore

Os investimentos offshore são caracterizados por serem feitos no exterior. Isso porque

os fundos offshore seguem a legislação do território em que foi estabelecido. Por isso, são escolhidos os locais onde há menores tributações, se comparados ao país de origem. Considerando os tributos brasileiros, essa característica ganha ainda mais destaque.

Quer entender melhor o que são e como funcionam os fundos offshore, além de conhecer seus diferentes tipos, vantagens e desvantagens? Então continue a leitura a seguir.

1. Fundos offshore: o que são e como funcionam?

Esses tipos de fundos de investimento internacionais pode receber gestores de finanças no Brasil para operar. Ou seja, um agente autônomo de investimentos habilitado ou uma empresa especializada pode investir em ativos que estão localizados no exterior.

Diferentemente dos fundos cambiais, no entanto, aqui você está investindo em títulos de renda fixa e variável fora do país, como irá descobrir ao longo do artigo.

São poucas as opções de fundos offshore no Brasil. Ainda assim, esse modelo de investimento vem ganhando popularidade e é interessante aprender sobre eles.

Três tipos de fundos offshore

Confira abaixo quais são os fundos de investimentos offshore que você pode adquirir.

  • Renda fixa: assim como no Brasil, os títulos offshore em renda fixa se caracterizam pelo baixo risco, acompanhado de baixa rentabilidade;
  • Renda variável: o tipo mais comum; os fundos offshore de renda variável possibilitam a compra de ações de empresas estrangeiras;
  • Fundo misto: por ser composta de uma carteira de ativos, podem coexistir títulos de renda fixa e variável.

Como investir em ativos estrangeiros?

Assim como existem três tipos de ativos, você também pode investir no offshore de três maneiras diferentes.

Veja, a seguir, quais são esses métodos para investir fora do país.

1. Fundos de investimento

Os fundos de investimento possibilitaram a muitos investidores que ainda não conquistaram a alcunha de “milionários” a acessar diversos tipos de ativos. Quando falamos em fundos offshore, isso também se aplica.

Assim como em qualquer outro fundo, aqui é um gestor que decidirá a maneira como a aplicação dos investidores serão alocadas na Bolsa de Valores de outros países.

2. ETF

As ETFs também são fundos de investimento, mas funcionam de maneira um pouco diferente. Em vez de investir diretamente nos ativos de companhias ou títulos públicos, as ETFs operam a partir do índice da Bolsa de Valores desse país.

Ou seja, você não escolhe quais ativos compõem a ETF. Isso também é feito por meio de um gestor, que usa esse índice como guia para fazer a compra dos ativos.

3. BDR

Os Brazilian Depositary Receipts (BDR) são uma maneira de possibilitar aos investidores brasileiros fazerem aplicações em ativos americanos sem precisar sair do país. Com eles, você passa a poder adquirir valores mobiliários lastreados em empresas estrangeiras.

Esses certificados representam ações dessas empresas que não operam aqui, como Apple, Amazon e Facebook, entre outras. Eles são a melhor maneira de investir em fundos offshore com custo reduzido, mas sem perder os direitos que um investidor americano teria na compra das ações dessas corporações.

Três vantagens de investir em offshore

A primeira e mais marcante vantagem é a possibilidade de investir em empresas no exterior. Especialmente em setores que não têm tanta representatividade na Bolsa brasileira, como as empresas de tecnologia.

Além disso, você estará operando com a moeda americana, o que possibilita maior rentabilidade em cenários de alta, como o que vivemos agora.

Vale mencionar também que o investimento em empresas offshore normalmente contam com isenções de impostos, outro fator que aumenta a rentabilidade desse tipo de aplicação.

A terceira e última vantagem está relacionada à diversificação de investimentos, que recomendamos sempre que possível. Como os fundos são compostos de ativos tanto de renda fixa quanto variável, você passa a ter uma carteira sólida e com mais chances de ser rentável.

Duas desvantagens em investir fora do país

Nem tudo pode ser perfeito, certo? Então confira também duas das principais desvantagens desse tipo de aplicação.

  • Maior risco: como estamos falando de um investimento fora do país, ele não é coberto pelo FGC. Isso faz com que tenha de prestar mais atenção nas instituições que contrata e nos gestores desses fundos. Caso contrate uma empresa pouco confiável, corre o risco de perder seu investimento;
  • Sujeito à variação cambial: outro fator que aumenta o risco de investir em fundos offshore é a variação cambial. Mesmo que se esteja investindo em empresas, precisa-se considerar o câmbio na hora de investir.

Se você investe em um fundo na alta do dólar e o resgata em um cenário de baixa, por exemplo, corre o risco de perder rentabilidade, por exemplo. Isso pode acontecer mesmo se o fundo sempre apresente boa performance.

Vale a pena investir em fundos offshore?

Agora que já tem certa noção de como os investimentos offshore funcionam, você terá mais informações na hora de decidir. O momento atual, por exemplo, não é o mais propício para o investimento.

Não apenas as Bolsas de Valores ao redor do mundo estão em queda por conta da pandemia do coronavírus, atualmente temos a maior cotação do dólar na história. Podemos dizer com certa segurança que esse é o pior momento para investir nos fundos offshore.

Por outro lado, vale lembrar que nenhum cenário econômico é permanente. É importante acompanhar a evolução das Bolsas e a cotação do dólar. É provável que esse cenário comece a se inverter em pouco tempo, facilitando e tornando os fundos offshore opções mais interessantes para os investidores brasileiros.

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