Investimento em Bitcoin: por onde começar?

Você está cogitando o investimento em Bitcoin? A ideia de diversificar é boa, mas exige cuidados. Saiba como começar.

O investimento em Bitcoin se popularizou nos últimos anos, principalmente entre investidores que pretendem construir uma carteira diversificada.

Considerado por alguns um ativo muito valioso, o Bitcoin teve uma valorização de 145% em 2019, atraindo olhares de todos os tipos de investidores.

Neste artigo, você vai entender como funciona o investimento em Bitcoin e como começar os seus estudos para comprar a criptomoeda.

Como é o investimento em Bitcoin

O Bitcoin tem um funcionamento relativamente complexo e distante da nossa realidade. Por isso, é necessário algum esforço para entender como funciona o investimento em Bitcoin

Ele é uma moeda virtual, também conhecido como a primeira criptomoeda, que carrega em sua origem uma tecnologia chamada de blockchain.

Criado em meados de 2008 e 2009, o Bitcoin surgiu como uma moeda independente e descentralizada, capaz de ficar imune à ação de governos, bancos centrais ou qualquer outro tipo de poder centralizador.

Por esse motivo, ela se tornou popular entre libertários e aficcionados por tecnologia, que vinham nessa moeda virtual uma maneira de garantir que o próprio dinheiro não seria atacado por terceiros. 

Vale lembrar que, naquela época, os Estados Unidos passaram por uma forte crise, denominada crise do subprime, que abalou o poder de compra da população americana.

Para os entusiastas do Bitcoin, sua grande qualidade está no fato de que ele permite transações financeiras seguras sem intermediários, em que a própria comunidade se retroalimenta para chancelar as operações.  

Nesse sentido, quem investe em Bitcoin para o médio e longo prazo está, na prática, depositando a confiança de que o Bitcoin será cada vez mais difundido, mais aceito e mais utilizado pela sociedade

Além desses investidores de longo prazo, há outros dois grupos de investidores que operam Bitcoin: os especuladores, que aproveitam a grande liquidez do Bitcoin para fazer daytrade, e aqueles que investem no ativo buscando proteção, porque consideram que ele pode funcionar como uma espécie de reserva de valor, a exemplo do ouro. 

Já o preço do Bitcoin varia no mercado internacional 24 horas por dia, 7 dias por semana, e é dado, como outros ativos, pela relação entre oferta e demanda. 

Investimento em Bitcoin: perguntas e respostas

Selecionamos, a seguir, algumas das principais perguntas e respostas para quem está iniciando seus estudos em Bitcoin.

Quando surgiu o Bitcoin?

Há diversas datas associadas à criação do Bitcoin, já que a moeda não surgiu de um dia para o outro, e sim por meio de uma sucessão de eventos.

O domínio “bitcoin.org” foi criado em 18 de agosto de 2008. É o primeiro registro na Internet sobre o assunto.

Pouco depois, em novembro, foi publicado o estudo que daria origem ao bitcoin: “A Peer-to-Peer Electronic Cash System”, assinado pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto. Já em janeiro de 2009 foi lançado o código aberto do Bitcoin. Pode-se dizer, portanto, que o Bitcoin foi concebido entre 2008 e 2009.

Quem criou o Bitcoin?

Até hoje, é impossível saber ao certo quem criou o Bitcoin, porque o pseudônimo japonês Satoshi Nakamoto, que assinou os primeiros estudos e mineirou o primeiro bloco da blockchain deixou de contribuir com a comunidade do Bitcoin em 2011. Até essa data, a pessoa ou pessoas por trás do pseudônimo se manteve ativa em fóruns de discussão, buscando aperfeiçoar a tecnologia.

Mas o fato de o Bitcoin ter um surgimento descentralizado também é valorizado pelos usuários, porque ele dá a impressão de nascer fruto de um trabalho em comunidade, sem centralização por nenhuma pessoa, grupo ou organização.

Quantos Bitcoins existem?

Quando o Bitcoin foi desenvolvido, entre 2008 e 2009, Satoshi Nakamoto estipulou que seria possível minerar apenas 21 milhões de unidades de Bitcoin. Em abril de 2020, esse número chegou a 17 milhões, o que significa que há menos de 4 milhões para serem minerados.

No entanto, é impossível afirmar quando esse número será alcançado, porque a mineração envolve uma alta capacidade de processamento e muitos custos operacionais, o que pode deixar de ser sustentável à medida que o número de Bitcoins à disposição para mineração se reduz. Há estimativas de que o número de 21 milhões de Bitcoins só será alcançado em mais de 100 anos, dada a falta de interesse dos usuários em investir na mineração a partir dos próximos anos. 

Bitcoin tem Imposto de Renda?

Sim, Bitcoin tem Imposto de Renda, de acordo com as regras da Receita Federal. Se você comprar ou vender Bitcoin ou outras criptomoedas, precisa informar na declaração de Imposto de Renda, na seção de bens e direitos.

Já as operações que envolvem Bitcoin e que geraram lucro de até R$ 35 mil no período de um mês são isentas de Imposto de Renda.

Agora, se o seu lucro superou R$ 35 mil, há incidência de Imposto de Renda, com alíquota de 15% sobre o ganho líquido mensal. A tabela do Imposto de Renda para as criptomoedas é progressiva. Ou seja: a alíquota aumenta conforme o lucro cresce, chegando ao limite de 22,5% sobre lucros mensais superiores a R$ 30 milhões.

Bitcoin é um investimento seguro?

A resposta para essa pergunta depende do quanto você conhece o Bitcoin e confia na tecnologia blockchain por ele representada.

No mercado financeiro, é possível encontrar fanáticos pela moeda digital que afirmam que o bitcoin é o mais seguro dos investimentos, já que é descentralizado, é protegido contra a inflação e não pode ser capturado por governos ou grupos de interesse. 

Mas, quando você olha para a valorização do preço do Bitcoin ao longo do tempo, seja na cotação em dólares ou em reais, você percebe que a moeda é extremamente instável e possui uma enorme volatilidade.

Como volatilidade é um indicativo de risco, é possível afirmar que, se forem levadas em consideração as mesmas métricas utilizadas para avaliar o risco de aplicações tradicionais do mercado financeiro, o bitcoin pode ser considerado um investimento de alto risco.

Investimento em Bitcoin vale a pena?

Quem investiu em Bitcoin no primeiro dia de janeiro de 2019 e retirou no último dia do ano obteve uma valorização de 145% no período. Ou seja: mais do que dobrou o patrimônio. Promissor, concorda?

Já quem comprou Bitcoin em meados de dezembro de 2017 e vendeu um ano depois viu o seu patrimônio desvalorizar em 80%.

Essa variação tão forte do Bitcoin em tão pouco tempo mostra o quão volátil o preço do Bitcoin pode ser. 

Por isso, é impossível afirmar se o investimento em Bitcoin vale a pena para você. Depende do seu perfil de investidor, dos seus objetivos e do seu grau de aversão ao risco.

De uma maneira geral, no entanto, o recomendado é que seja investido em Bitcoin – caso você tome essa decisão – apenas uma pequena parte do seu patrimônio, inferior a 5%.

Se você realmente tem interesse no investimento em Bitcoin, o melhor que pode fazer é se dedicar a estudar a moeda virtual e a tecnologia blockchain, para se tornar um especialista no tema. Leia livros, participe de fóruns e encontre mentores.

Só assim você terá conhecimento suficiente para definir, com segurança, se o investimento em Bitcoin vale a pena para você. Até lá, vale a prudência de começar aos poucos e ser humilde perante o mercado. 

E aí, gostou das dicas? Se você está em busca de informações para diversificar a sua carteira de investimentos, assine a Capital Research e tenha acesso aos melhores relatórios do mercado financeiro.

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