INSS ou Previdência Privada: qual opção vale mais a pena?

Confira tudo o que você precisa saber sobre INSS e previdência privada e como escolher o melhor para aposentadoria.

Se planejar a própria aposentadoria sempre foi um tema relevante para o trabalhador, a aprovação da reforma da Previdência, no fim do ano passado, só fez crescer a importância de se preparar para o momento. 

Com a formalização de mudanças nas regras para aposentar-se pelo Instituto Nacional de Seguro Social – INSS, que é o principal meio de aposentadoria da grande maioria dos brasileiros, aumentou consideravelmente o interesse pela Previdência Privada – uma opção de previdência complementar que oferece uma série de vantagens em relação à seguridade social. 

Para começar, ela não é obrigatória e permite o resgate do dinheiro a qualquer momento, ao contrário da aposentadoria pelo INSS.

Então, é preciso escolher entre INSS ou Previdência Privada? No caso de muitos trabalhadores, a contribuição mensal ao INSS é obrigatória e descontada automaticamente do salário. 

Uma possibilidade, porém, não anula a outra: qualquer um pode criar uma Previdência Privada e, dependendo do caso, o trabalhador pode unir os recursos das duas previdências ou optar por aquela que é mais atraente – e assim obter uma aposentadoria tranquila.  

O que você precisa saber sobre INSS

O Instituto Nacional de Seguro Social – INSS é o setor do Governo Federal responsável por receber as contribuições que asseguram o Regime Geral da Previdência Social. 

É esse regime que fornece pagamentos aos trabalhadores e cidadãos brasileiros em casos de morte, doença, maternidade, reclusão e aposentadoria: sua razão de existir é justamente dar proteção ao segurado nessas eventualidades.

Confira mais algumas características do INSS:

– Contribuição obrigatória para usufruir de seus benefícios;
– Trabalhadores formais e empregados em regime de CLT têm suas contribuições descontadas já no salário mensal;
– Valor da contribuição obrigatória varia de acordo com o valor do salário;
– Trabalhadores informais, empresários, autônomos, donas de casa e estudantes podem optar por contribuir para receber os futuros benefícios;
– Administrado pelo Governo;
– Não permite fazer aportes;
– Não permite resgatar o dinheiro antes da efetiva aposentadoria;
– O benefício da aposentadoria costuma ser menor que a média dos salários do trabalhador ao longo dos anos;
– Existe um teto máximo para a aposentadoria pelo INSS (estimado em R$ 6.032 para 2020).

O que você precisa saber sobre Previdência Privada

A Previdência Privada é uma forma complementar de previdência que, se administrada com paciência e eficiência, pode vir a se tornar a principal fonte de recursos do futuro aposentado – mais até do que a aposentadoria pelo INSS. 

Trata-se de um investimento de longo prazo que pode ser realizado junto a grandes instituições financeiras, como bancos. 

Essas instituições criam fundos para agrupar os recursos de diversos investidores e reinvestem esse dinheiro em Ativos de Renda Fixa ou Renda Variável (essa estratégia vai depender do fundo que o investidor escolher).

Democrática, a Previdência Privada pode ser acessada por qualquer pessoa, que irá então escolher o fundo mais adequado para seu perfil. Confira mais algumas características da Previdência Privada:

– Contribuição mensal não é obrigatória;
– Valor da contribuição é definido pelo próprio contribuinte;
– Administrado por uma instituição privada especializada;
– A gestão é transparente e o contribuinte pode acompanhar onde o fundo está investindo seu dinheiro;
– Permite fazer novos aportes;
– Permite resgatar o dinheiro;
– Contribuinte pode escolher a forma como receberá o benefício;
– Sem idade mínima;
– Além da aposentadoria, a Previdência Privada pode ser usada como uma fonte de dinheiro para emergências, projetos de vida e outras situações.

INSS ou Previdência Privada: como escolher
Escolher entre INSS ou Previdência Privada nem sempre é possível: para os cidadãos que trabalham com carteira assinada, o desconto da contribuição ao INSS já é feito mensalmente de maneira automática no salário de cada um. 

Nesses casos, a Previdência Privada é uma opção complementar de seguro financeiro com mais liberdade de escolhas e de atuação – e que pode garantir uma aposentadoria ainda mais tranquila, unida à seguridade social. 

Já para os microempresários, trabalhadores informais e autônomos, apresenta-se a possibilidade de contribuir voluntariamente com o INSS e ainda ingressar na Previdência Privada ou optar somente pela última e criar uma aposentadoria alternativa.

Porquê optar pela aposentadoria pelo INSS:
– Garante acesso a benefícios como aposentadoria pública, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão em caso de morte, etc.
– Para trabalhadores formais, a contribuição já vêm sendo paga obrigatoriamente;
– Contribuições obrigatórias podem ser abatidas no Imposto de Renda.

Porquê optar pela aposentadoria na Previdência Privada:
– Qualquer um pode fazer, sem limites de idade ou renda;
Regras mais flexíveis para criar conta, escolher o tipo de fundo, fazer aportes e resgatar dinheiro;
– O rendimento da Previdência Privada costuma ser superior ao do INSS;
– Sem teto de ganhos para o beneficiário. 

Quero investir em Previdência Privada: Como faço?

Existem, a princípio, dois tipos de planos de Previdência Privada que o investidor pode escolher: PGBL ou VGBL.

PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre: essa modalidade permite que os valores investidos no fundo sejam descontados (no máximo 12% da renda bruta do beneficiário) do Imposto de Renda anual. 

Por outro lado, o IR incide sobre todo o valor que é resgatado no momento do saque. 

VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre: essa opção não permite a dedução de valores na declaração do Imposto de Renda anual. 

No entanto, no momento de resgatar o dinheiro, o IR incide somente sobre o rendimento que foi acumulado – e não sobre o valor total resgatado.

Para ajudar o investidor a escolher em qual instituição irá contratar um plano de Previdência Privada, o site da Superintendência de Seguro Privados (Susep) oferece uma lista das entidades financeiras autorizadas pelo Governo Federal a oferecer esse tipo de serviço. 

É preciso ficar atento, porém, às taxas de administração que cada uma exige, bem como a possível cobrança de taxas de corretagem, carregamento e saída. 

Um plano de Previdência Privada aparentemente atraente pode acabar rendendo pouco se houverem taxas excessivas.

Quanto aos impostos federais, cada plano de Previdência Privada possui um regime de tributação próprio. Esse pode ser progressivo (segue a tabela de alíquotas do IR) ou regressivo (depende do tempo da aplicação e possui tabela própria). 

No regime regressivo, então, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados – de preferência, por mais de 10 anos – menor será o abatimento de impostos. 

Não deixe também de verificar o histórico de rentabilidade do fundo e analise como os recursos são gerenciados antes de escolher o seu.










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