Externalidade nos investimentos: como analisar em ações

A externalidade é um fator que pode fazer a diferença nos seus investimentos em renda variável. Descubra como funciona.

Você costuma analisar a externalidade ao fazer investimentos na Bolsa de Valores? Se ainda não faz isso, é uma boa hora para começar. A externalidade é o impacto positivo ou negativo de uma ação sobre terceiros.

Quando falamos em investimentos, esse conceito se refere ao impacto de fatores externos nas ações de empresas, causando a queda ou elevação dos preços dos papéis. Ou seja, a externalidade é algo que pode afetar o crescimento dos seus ativos na bolsa, e você precisa saber analisá-la. Neste guia, descubra o que é externalidade e como interpretar esse fator nos investimentos.

O que é externalidade

Externalidade é o impacto que uma ação pode produzir sobre terceiros, independentemente de ser boa ou não. É, portanto, uma consequência indireta relacionada a outro indivíduo ou grupo de pessoas que não tem a ver com a decisão tomada. Esses efeitos podem ser sociais, econômicos ou ambientais.

Existem dois tipos de externalidade: positiva e negativa. A positiva ocorre quando terceiros são beneficiados por ganhos indiretos. E a negativa é quando um evento específico causa prejuízo.

Para entender como funciona na prática, imagine que uma fábrica de roupas será implementada na cidade. Essa mudança, sem dúvidas, terá impactos na região e na população. A fábrica pode gerar mais empregos e fomentar a economia da cidade, por exemplo. Isso é uma externalidade positiva. Mas ela também pode poluir o ambiente a partir de resíduos e descarte inadequado de sobras de tecidos, criando uma externalidade negativa. Percebe como, na prática, uma empresa causa efeitos na população? Esse é justamente o conceito do qual estamos falando aqui.

Externalidade nos investimentos

A externalidade também é um fator que ocorre nos investimentos. O risco de um novo desastre, como o rompimento de barragem em Brumadinho (MG), em 2019, por exemplo, representa uma externalidade negativa para a mineradora Vale.

Enquanto isso, o potencial dos carros elétricos de ganhar mercado é uma externalidade negativa para a Petrobras, já que ela vende petróleo. Agora imagine que você detém ações dessas empresas quando uma externalidade negativa ocorre. O resultado? As empresas sofrem os efeitos negativos, que são repercutidos com a queda de suas ações e, consequentemente, com a desvalorização dos seus papéis. Portanto, esses riscos precisam ser levados em conta ao comprar uma ação na Bolsa de Valores.

O processo inverso ocorre com as externalidades positivas. Quanto mais chances de elas ocorrem, melhor tende a ser o investimento. 56Por exemplo: uma aprovação crescente da população em relação a uma possível privatização da Petrobras, que levaria ao ganho de eficiência, consiste em uma externalidade positiva.

Exemplos de externalidade nas ações

Agora que você está familiarizado com o conceito de externalidade, que tal conferir dois exemplos de como elas interferem em ações na Bolsa de Valores?

Queda das ações da Vale

Em 25 janeiro de 2019, após o rompimento de uma barragem em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, as ações da Vale despencaram na bolsa. Trata-se de uma tragédia imprevisível e complexa, que não costuma entrar na conta de quem pensa em investir na empresa.

Queda das ações do varejo brasileiro

Outro exemplo de externalidade é a inserção de um novo concorrente no mercado, que impacta diretamente empresas do ramo. Foi o que ocorreu em 10 de setembro de 2019, dia em que a opção de assinatura Amazon Prime foi lançada no Brasil  — serviço que oferece frete grátis em compras. Nessa data, com o lançamento, ações de grandes varejistas brasileiras caíram no Ibovespa, como a Magazine Luiza, que teve queda de 4,97%, e as Lojas Americanas, com queda de 3,20%.

Como analisar as externalidades

Agora você já sabe que analisar as externalidades é essencial antes de investir na Bolsa de Valores. Mas como fazer isso? Abaixo, confira quatro passos essenciais nessa hora.

Entenda o conceito

O primeiro passo você já deu, que é entender o conceito de externalidade e saber como ele interfere nos investimentos. Essa já é uma vantagem na hora de analisar as empresas nas quais investir. Portanto, lembre-se desse critério ao montar a sua carteira de investimentos.

Compreenda o campo de atuação da empresa

É essencial entender as dinâmicas na área em que as empresas atuam, caso você queira investir nelas. Só assim você conseguirá mapear possíveis externalidades e, dessa forma, prever fatores que podem interferir na valorização dos seus ativos.

Fique atento a índices macroeconômicos

Esteja sempre atualizado em relação a índices da macroeconomia que influenciam no desempenho das ações, como a inflação e as taxas de juros, por exemplo. Dessa forma, você ganha embasamento para tomar decisões, direcionar investimentos e avaliar riscos.

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