Diferença entre PGBL e VGBL e como escolher a sua

A diferença entre PGBL e VGBL é tributária e pode impactar seu patrimônio. Veja como escolher a melhor previdência privada.

A diferença entre PGBL e VGBL é decisiva para escolher seu plano de previdência privada. Ambos são planos abertos que ajudam você a construir um patrimônio e se aposentar com tranquilidade, mas cada um tem suas características e beneficiam públicos diferentes.

O que separa esses dois produtos financeiros é, principalmente, o tratamento tributário. Por isso vamos explicar em detalhes a diferença entre PGBL e VGBL e orientar você na escolha do plano mais vantajoso. 

Continue lendo para tomar a decisão certa e garantir seu futuro. 

Diferença entre PGBL e VGBL: compare as características

A diferença entre PGBL e VGBL está, principalmente, no tratamento tributário dos dois tipos de plano de previdência aberta. 

Compare as principais características desses produtos financeiros.

Classificação

A diferença entre PGBL e VGBL começa em sua classificação segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep):

  • Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL): é classificado como seguro de pessoa
  • Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL): é classificado como um plano de previdência complementar.

Na prática, essas denominações são apenas formais, porque ambos são planos por sobrevivência que proporcionam aos investidores um período de acumulação de recursos e outro de recebimento dos benefícios em forma de renda mensal ou resgate. 

Benefícios fiscais

benefícios fiscais que valem para os dois planos de previdência, mas a principal diferença entre PGBL e VGBL é que o primeiro permite a dedução das contribuições no Imposto de Renda, até o limite de 12% da renda bruta anual. O VGBL já não permite esse abatimento, sendo mais indicado para quem faz a declaração simplificada.

O benefício fiscal que vale para ambos é a ausência do come-cotas (antecipação obrigatória do IR).

Regimes de tributação 

Apesar da diferença entre PGBL e VGBL em relação às deduções do IR, ambos permitem escolher entre dois regimes de tributação: 

  • Tabela regressiva: as alíquotas do IR diminuem conforme o tempo de aplicação, partindo de 35% e chegando a 10% acima de dez anos de investimento
  • Tabela progressiva: é a mesma tabela que incide sobre salários, aposentadorias e aluguéis, na qual as alíquotas aumentam na proporção dos valores resgatados.

No caso, a opção regressiva é mais indicada para quem pretende fazer um investimento de longo prazo, acima dos dez anos, enquanto a tabela progressiva pode ser vantajosa para quem está próximo de se aposentar ou pretende fazer resgates de valores baixos (que estão na faixa mais barata do IR).

Incidência do IR

Outra diferença entre PGBL e VGBL que pode ser decisiva para o investidor é a regra de incidência do IR: no PGBL a alíquota é aplicada sobre todo o valor recebido (patrimônio + rentabilidade), e no VGBL é aplicada somente sobre os rendimentos.

Essa medida serve para compensar o fato do PGBL permitir o abatimento das contribuições do IR. Dessa forma, a Receita Federal acerta as contas pela prorrogação do pagamento do imposto sobre os aportes realizados. 

Diferença entre PGBL e VGBL impacta a rentabilidade?

Como vimos, a diferença entre PGBL e VGBL se resume às condições tributárias, sem qualquer impacto na rentabilidade dos planos de previdência. O que determina o rendimento dessas aplicações é a distribuição dos ativos e gestão da carteira, que pode ser focada em ativos de renda fixa, ações, fundos multimercados, entre outras estratégias.

O maior impacto pode ser a incidência de impostos e taxas sobre o valor final resgatado, dependendo do plano escolhido, regime tributário, tempo de aplicação e forma de recebimento. Por isso é importante calcular todos os custos antes de escolher entre PGBL e VGBL, priorizando sempre o plano que descontar o mínimo possível do patrimônio investido. 

Como escolher entre PGBL e VGBL 

Para escolher entre PGBL e VGBL, é preciso fazer os cálculos e descobrir qual plano de previdência privada é mais vantajoso do ponto de vista tributário. De modo geral, o PGBL é mais interessante para quem faz a declaração pelo formulário completo do Imposto de Renda, incluindo o plano de previdência entre as despesas dedutíveis.

Mas, nesse caso, as contribuições não podem exceder os 12% permitidos pela Receita, ou o PGBL deixa de ser vantajoso. Além disso, para optar por essa modalidade, é preciso ser contribuinte do INSS ou de um regime próprio de previdência de servidores públicos.  

Já o VGBL é melhor para quem usa o formulário simplificado do IR ou é isento, e também para quem quer aplicar mais do que 12% da renda bruta na previdência privada. Como o imposto é cobrado apenas sobre os rendimentos no momento do resgate, é uma forma de diversificar investimentos com vantagens tributárias. 

Ficou clara a diferença entre PGBL e VGBL? Agora você tem condições de escolher o melhor plano de previdência privada para garantir seu futuro e conquistar objetivos de longo prazo. 

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