Custo de Oportunidade: quando vale a pena?

Entenda até onde pode ser vantajoso abrir mão de um benefício em prol de outra escolha, como o custo de oportunidade.

Custo de Oportunidade

Sair mais cedo e aproveitar mais o passeio ou sair mais tarde e prolongar a noite? Trocar o CLT com benefícios por um PJ com salário maior? Esses são exemplos básicos de quando é preciso abrir mão de uma escolha para dar lugar a outra.

Analisar as opções para tomar essa decisão costumamos chamar de usto de Oportunidade e, quando considerado em sistemas financeiros, como investimentos, deve ser levado muito a sério.

Conceito de Custo de Oportunidade

Num primeiro contato, o termo pode soar contraditório, sabendo que “custo” normalmente tem sentido de subtração ou conta, enquanto que “oportunidade” nos remete diretamente a uma chance vantajosa, lucrativa.

Tratando de esclarecer seu significado total, o Custo de Oportunidade é quando se faz necessário calcular entre dois cenários. Às vezes, um deles já sendo aproveitado, e outro, uma opção alternativa em relação a primeira, cabendo, então, calcular qual dos dois oferece maior vantagemNo cotidiano há uma porção de situações que requerem uma tomada de decisão. Desde a escolha do que comer no almoço, até dúvidas mais complexas que dependem de muitos fatores atrelados.

Os Custos de Oportunidade podem surgir ao colocar na balança um cenário hipotéticoA resposta pode parecer fácil, mas nem sempre é possível ter certeza dos valores dispostos na balança imaginária e cada pessoa responde de forma diferente diante de determinados estímulos.

Em termos financeiros, essa tomada de decisão recorrente assume um caráter importante, responsável por definir avanços ou atrasos no progresso de um projeto pessoal ou empresarial.

Isso se dá porque, além de dinheiro, outros itens possuem valor na questão, como o tempo aplicado, os recursos materiais necessários, o esforço físico ou mental e a produtividade em números precisos.  

Exemplo de Custo de Oportunidade

A compra de um carro, por exemplo. Este envolve um valor elevado, difícil de se ter a qualquer momento ou que, podendo juntar, leva um tempo considerável para tal.

Além disso, é preciso definir o grau de necessidade do veículo (se é para família, se há filhos, se envolve pessoas que requerem cuidado, etc.), pois para cada um, haverá uma resposta diferente.

Considerando a compra, logo deve ser levado em consideração o caráter de objeto utilitário, não de investimento.

Um carro passa a perder valor de mercado a partir do momento que é comprado, então, assim que sair da concessionária, deixa de ser novo oficialmente para ser considerado usado.

Diferente de ações, terrenos, imóveis ou comércio, um carro não ganha valor com o passar do tempo, apenas perde, e isso está diretamente relacionado com o grau de uso, o quanto percorre, por onde percorre, etc.

Em seguida, é um bem de consumo, requer combustível, manutenção periódica, IPVA, seguro, habilitação, possíveis multas, etc. Isso sem contar quando adquirido através de financiamento, atrelando juros ao valor final.

E entram em campo os Custos de Oportunidade.

Colocando tudo na calculadora, há um total em cada valor inevitável e uma dedução dos possíveis agregados. Compensa? Depende de quem avalia. Em alguns casos, alternativas de locação de veículos, uso de transporte público ou de apps de corrida, serão de enorme economia de dinheiro e até tempo. Para outros, nem tanto.

E se, ao invés de comprar um carro, o valor estivesse aplicado em fundo de investimento variável ou de renda fixa, quanto já não teria rendido? Afinal, o objetivo dos Custos de Oportunidade é identificar com a possível precisão, qual o melhor caminho a tomar, seja compreendendo um lucro estimado ou forma mais adaptável de rendimento.

Os economistas chamam essa decisão pontual de Trade Off. Uma vez realizado o cálculo dos custos, é através dela que um rumo será tomado com segurança na escolha.

Tipos de Custo de Oportunidade

Como são muitos os valores que implicam nos cálculos do Custo, existem quatro subtipos para auxiliar em sua natureza, são eles:

Custo de Oportunidade Escondido: O nome se refere ao custo que se espera passar despercebido. São aqueles difíceis de identificar o envolvimento ou origem em uma operação, pois somam valores embutidos fazendo toda diferença.

Requer certa observação ao lidar com todo tipo de “letrinhas pequenas” em termos e contratos.

Custo de Oportunidade Aberto: Objetivo e prático, o Custo Aberto é o extremo oposto do Escondido.

Feito para ser claro, não têm valores embutidos automaticamente ou origens questionáveis sem especificação.

Custo de Oportunidade Ambiental: Levado em conta somente em segmentos bem específicos de produção e comércio, o Custo Ambiental diz respeito ao máximo de lucro que seria obtido ao consumir todo um recurso natural, como o desmatamento de uma reserva ambiental.

Custo de Oportunidade Contábil: É a disposição, em termos da contabilidade, dos Custos Abertos ou Escondidos provenientes da escolha feita por determinada empresa, a fim de identificar os lucros obtidos ou sacrificados de acordo com as alternativas iniciais.

Como Calcular?

Se o investimento em questão for de Renda Variável, é essencial comparar as potenciais valorizações através de títulos seguros e a projeção de seus rendimentos.

Agora, se tratando de Renda Fixa, há dois indicadores mais seguros utilizados para o cálculo, e são eles a Taxa Selic e a taxa CDI.

O Selic é a taxa básica de investimento em títulos públicos federais, ou como se popularizou, o famoso Tesouro Direto. Tais investimentos ocorrem em operações diárias, sendo assim a taxa básica de juros da economia de todo o Brasil.

Já a CDI são os Certificados de Depósitos Interbancários. Apesar do nome burocrático são apenas os títulos de empréstimo entre diferentes bancos do território nacional. Instituições com dinheiro sobrando financiam as que estão por baixo para manter o equilíbrio bancário, para isso, necessitam de taxa de juros desse empréstimo como referência geral nas transações.

Tanto a Taxa Selic quanto a Taxa CDI são facilmente encontrados no site do Banco Central.  Uma vez tendo em mãos os números referentes ao seu caso, basta compará-los com o custo do investimento pretendido.

Por exemplo, se hoje possui uma quantia guardada em poupança, é importante saber qual a porcentagem de rendimento efetivo para comparar com a Selic, dando preferência para a opção mais lucrativa no devido momento.

Somente utilizando os Custos de Oportunidade é possível mensurar as melhores condições de um investimento ou mesmo de situações pontuais surpresas.

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