Corretagem: entenda essa taxa nos investimentos

Taxa de corretagem é um custo operacional para a compra e venda de ativos, como as ações. Saiba como funciona a cobrança

O serviço de corretagem é indispensável para quem deseja negociar na bolsa de valores — no nosso caso, a B3, antiga Bovespa.

Para operar nesse mercado, é prevista uma taxa, que apresenta variações de instituição para outra.

Isso, porque não é possível negociar diretamente com a bolsa, que acaba transferindo a responsabilidade por intermediar a relação com os traders para corretores.

É um custo a mais e, como tal, deve ser avaliado em função do peso que ele terá sobre um investimento.

Detalharemos mais sobre o funcionamento da taxa de corretagem, suas variantes e de que forma ela pode afetar os rendimentos tanto para compras e vendas à vista como no futuro.

Como se pode ver, é um assunto fundamental para quem opera no mercado de ações ou derivativos.

Prossiga na leitura e fique por dentro!

Corretagem: que taxa é essa?

Uma corretora é uma empresa como outra qualquer. Significa que, para fazer a intermediação entre traders e a bolsa de valores, ela precisa de uma estrutura.

Isso vale inclusive para as plataformas online, afinal, negociar pela internet também gera custos.

Sendo assim, cada negociação realizada implica pagar uma taxa de corretagem, que nada mais é do que o valor pago pelo serviço de intermediação.

Vale destacar que uma operação de compra ou de venda gera uma espécie de nota fiscal que, nesse caso, recebe o nome de nota de corretagem.

É nesse documento que o trader encontra as informações relativas à transação feita, seu preço, data, hora e outros dados pertinentes.

No Brasil, a atividade de corretagem na bolsa é disciplinada pela Instrução 505 da CVM, a Comissão de Valores Mobiliários.

A cobrança da taxa é uma prerrogativa das corretoras, sendo assim, não é obrigatória, tanto que há intermediários que operam sem custos para o investidor.

Para que serve a taxa de corretagem?

Como já destacado, a taxa de corretagem é o meio pelo qual as instituições que operam junto à B3 têm para sustentar suas atividades.

Assim sendo, cada empresa vai operar com taxas distintas, dependendo da sua infraestrutura, serviços oferecidos ou possíveis benefícios.

Por isso, o trader precisa escolher com critério a corretora com a qual deseja negociar, já que o custo de suas operações pode ser maior ou menor.

Isso vale especialmente para as instituições que trabalham com taxas variáveis que, como veremos a seguir, podem consumir uma fatia expressiva dos lucros obtidos.

A taxa de corretagem também é usada para custear os serviços que cada corretora oferece aos seus clientes.

Muitas delas, por exemplo, fornecem suporte e orientação para traders, sejam experientes ou iniciantes.

Assim sendo, trata-se de uma cobrança necessária, tendo em vista não só o custo operacional como o próprio atendimento a ela vinculado.

Tipos de corretagem

A corretagem funciona de forma mais ou menos parecida com um banco quando cobra para fazer movimentações como TED ou DOC.

Contudo, no caso das corretoras, as taxas cobradas não são fixadas pelo Banco Central, como acontece com os bancos.

Isso dá a elas a liberdade de cobrar por diferentes critérios, sendo os mais usuais a cobrança via taxas de corretagem fixa, variável ou híbrida, uma mescla das duas primeiras.

Vamos conferir na sequência como funciona cada uma delas.

 

Fixa

O tipo mais comum de taxa de corretagem é a fixa que, como já se percebe, é a tarifa cobrada por operação e que não varia, independentemente do valor movimentado.

Trata-se da modalidade de cobrança mais usual por quem negocia online, por meio de plataformas de home broker.

Importante destacar que taxas fixas são cobradas por cada operação individualmente.

Ou seja, se você compra uma ação, pagará uma taxa no momento da compra e, ao vendê-la, será cobrado novamente pela corretora.

 

Variável (ou percentual)

Já a cobrança variável é feita conforme o montante negociado, embora o percentual aplicado, em geral, não seja progressivo. 

Se assim fosse, transações com somas mais altas seriam inviáveis ou não produziriam lucros tão atrativos.

Seria o caso, por exemplo, de uma corretora que cobrasse 0,5% por operação no valor de até R$ 10 mil, passando a cobrar 0,4% para somas superiores.

 

Híbrida

A taxa híbrida, por sua vez, é a composição entre a fixa e a variável, sendo mais frequente para traders que negociam a partir da mesa de operações. 

Ou seja, é diferente da plataforma online, consistindo em uma espécie de posto no qual um operador recebe o pedido via telefone e executa a ordem de compra ou venda.

Como a corretagem é cobrada?

Um bom exemplo de cobrança de corretagem parte da própria B3, que tem uma tabela pela qual boa parte das corretoras baseia suas cobranças.

Essa cobrança é feita por volume movimentado por dia, e começa com taxa zero para montantes de até R$ 135,07.

Além da corretagem, há também a taxa de administração, aplicável aos traders que negociam fundos. 

Na bolsa de Nova York, por exemplo, há corretoras que cobram percentuais bastante camaradas, algumas de apenas 0,3% anuais.

Exemplos de investimentos com taxa de corretagem

Não são apenas as operações no mercado de ações e derivativos que são taxadas pelas corretoras. 

Na verdade, títulos públicos, como o Tesouro Direto, também são negociados mediante cobrança de taxa de corretagem, assim como commodities e opções.

Portanto, ao aplicar seu dinheiro, procure se informar sobre os valores que a sua corretora cobra e o impacto desse custo em seus investimentos.

Então, este conteúdo sobre corretagem trouxe as respostas que esperava?

O nosso objetivo entregar informação sobre investimentos e finanças de forma direta e útil.

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