Bull market: entenda o mercado em alta e como o coronavírus reverteu o cenário

O bull market é o cenário de alta no mercado, mas a crise do coronavírus inverteu a tendência. Entenda o termo e a situação.

As expressões bull market e bear market são clássica do mercado financeiro — e com certeza você já se deparou com as duas.

Ultimamente, só se fala no fim do maior bull market da história e no retorno ao bear market nas bolsas de valores do mundo todo, devido à crise do coronavírus. Mas, afinal, o que significam esses termos e como o investidor deve se posicionar nesses cenários do mercado de ações?

Vamos explicar em detalhes o que é bull market, de onde veio essa expressão e como encerramos esse período otimista nos mercados com a pandemia. 

Siga a leitura e saiba como lidar com seus investimentos nesse momento. 

O que é bull market

Bull market (“mercado de touro”, em inglês) é uma expressão utilizada para caracterizar um mercado em alta, otimista e vigoroso, indicando a tendência de valorização das ações e rentabilidade superior de investimentos. Ela se aplica tanto à economia no geral quanto a mercados específicos, como o de ações, imóveis e commodities, por exemplo. 

Durante a fase de bull market, os investidores aumentam sua confiança e procuram adquirir ativos e investir em renda variável. Assim, quem identifica a onda em seu início tende a lucrar mais, já que os preços costumam subir com o aumento da demanda.

O problema, claro, é que identificar essas tendências e o “timing” do mercado é muito difícil, mas essa é outra história.

Seu oposto é o chamado bear market (mercado de urso), que indica um estado geral de queda e pessimismo nos mercados. Nesse caso, os investidores querem vender seus ativos na esperança de reduzir prejuízos e buscar liquidez, levando a uma queda generalizada nos preços. 

Origem da expressão bull market

Não há consenso sobre a origem das expressões “bull market” e “bear market”, mas a teoria mais aceita é de que dizem respeito à postura e comportamento dos animais referidos (touro e urso). 

No caso, o ataque do touro, que joga suas vítimas para o alto com os chifres, seria uma alusão à subida dos gráficos nos períodos de alta do mercado. Já o ataque do urso, que sufoca suas presas empurrando-as em direção ao solo, de cima para baixo, indicaria a queda das ações. 

Maior bull market da história 

Até o início de 2020, os EUA viviam um momento que ficou conhecido como o maior bull market da história. O período de alta começou em 2009, com o S&P 500 atingindo 667 pontos e prolongando os bons resultados por 10 anos e 8 meses seguidos — o que levou à rentabilidade acumulada de 349% até o fim de 2019, segundo informações publicadas no jornal português FundsPeople. 

Esse longo bull market foi impulsionado pelo crescimento econômico, política monetária flexível e juros baixos adotados por Donald Trump. No entanto, a crise do coronavírus parece ter decretado o fim dos anos dourados para os EUA: o grupo financeiro Goldman Sachs anunciou sua primeira estimativa de baixa em março de 2020, prevendo uma queda de 15% no mercado de ações, conforme noticiado no jornal Negócios.  

Na nota publicada, o banco reforça que “o bull market do S&P vai terminar em breve” e diz que o S&P deve baixar até os 2.450 pontos — em 29 de março, o índice já caiu para 2.541 pontos. A principal razão é a incerteza em torno do impacto da pandemia, que está provocando muita volatilidade nos ativos.

E o bull market no Brasil? 

O Brasil vivia seu quinto ciclo de bull market em dezembro de 2019, com expectativa de bater os 250 mil pontos na B3 em 2022, segundo previsões de gestores de investimentos publicadas na InfoMoney. 

Mas o coronavírus também foi implacável por aqui: segundo dados do Goldman Sachs publicados na Folha, a bolsa brasileira teve a maior desvalorização do mundo com a crise, caindo 52% de janeiro a março de 2020. O segundo pior desempenho ficou com a Indonésia, que viu uma queda de quase 50%

Com essa forte desvalorização, o Ibovespa entrou oficialmente em bear market, encerrando o período de otimismo. Um dos catalisadores da queda foi a fuga de capitais em massa: até 19 de março, foram perdidos R$ 59 bilhões em investimentos estrangeiros. Além disso, o real perdeu 28% do valor sobre o dólar, com a moeda norte-americana no patamar de R$ 5,10 em março de 2020. 

Não há toa, vimos vários circuit breakers (suspensão temporária de operações da bolsa) seguidos nas últimas semanas. Nesse contexto, muitos investidores viram suas ações derreterem, enquanto outros aproveitam o período para fazer novas alocações. 

E você? Está mais propenso a comprar ações baratas ou migrar para a renda fixa nesse momento de instabilidade? Com a newsletter da Capital Research, você tem informações confiáveis e atualizadas para gerenciar sua carteira nesse momento crítico e tomar as melhores decisões sempre — seja no bull market ou bear market. 

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