Underwriting: entenda o processo de subscrição no mercado financeiro

O underwriting, ou subscrição, é um processo que busca levantar capital para empresas a partir da oferta de novos ativos no mercado. Saiba tudo sobre ele

Entender o underwriting pode apresentar você a novas oportunidades. Conhecido também como subscrição, esse é um processo de intermediação entre instituições e investidores. Ou seja, junta quem precisa de recursos financeiros àqueles que possuem dinheiro e desejam realizar aplicações financeiras.

Seu papel é fundamental para fazer com que ações sejam disponibilizadas no mercado de maneira ampla e atrativa. Neste artigo, vamos explicar como funciona o underwriting e as diferentes modalidades de captação de recursos.

O que é underwriting?

O lançamento de títulos no mercado pode ser custoso e complexo. Para facilitar a oferta de papéis, muitas organizações – como empresas e governos – recorrem a instituições subscritoras para levantar capital. O processo de intermediação entre companhias que precisam de dinheiro e acionistas é chamado de underwriting.

Por ele, as subscritoras “assinam embaixo” na busca por novos investidores, podendo, inclusive, assumir os riscos da transação. Para ser uma underwriter, a instituição financeira deve respeitar as três modalidades – que veremos a frente – e se enquadrar em uma destas denominações:

  • Bancos múltiplos
  • Bancos de investimentos
  • Sociedades corretoras e distribuidoras.

Assim, adquirem o direito de negociar papéis nos mercados financeiros, fazendo a oferta pública de títulos em geral e de crédito representativo de empréstimo. Vale dizer ainda que as instituições subscritoras podem atuar de maneira isolada ou através de consórcio. Nesse último caso, uma delas é eleita para ser a líder entre as demais.

Quando o underwriting é realizado

Sempre que uma empresa ou governo precisa de recursos para financiar os seus investimentos, pode captar dinheiro através da emissão e venda de ações. Esse é um processo intricado e que demanda uma série de procedimentos.

A fim de facilitar a negociação dos títulos, as sociedades emissoras podem considerar a subscrição. Por meio dela, as subscritoras fazem a conexão entre corporações e acionistas (potenciais ou reais).

Elas podem ou não assumir os riscos da venda das operações, de acordo com o tipo de underwriting. Além disso, as underwriters são instituições capazes avaliar os riscos de forma ainda mais aprofundada. Através do processo de subscrição, as intermediadoras têm a capacidade de encontrar o verdadeiro risco envolvido e, em consequência, o preço de mercado mais adequado para a ação.

Portanto, elas analisam a possibilidade de pagamento ou calote, fazendo um apurado balanço dos riscos envolvidos.

No fim, o processo é interessante para as emissoras de títulos, pois elas conseguem realizar uma oferta maior de suas ações e, por vezes, compartilhar os riscos da venda. Para as underwriters, a intermediação também produz seus resultados financeiros, já que elas têm sua parcela pela negociação. Como consequência, os mercados conseguem ter acesso a mais tipos de títulos.

Como funciona o underwriting?

Basicamente, a subscrição acontece da seguinte forma:

  1. Uma empresa ou governo identifica que não tem recursos financeiros suficientes para investimentos
  2. Recorre, em seguida, a uma underwriter
  3. Há a escolha da modalidade de subscrição e, então, a subscritora analisa os riscos
  4. Por fim, os títulos são negociados e, de acordo com o tipo de underwriting, os papéis são devolvidos ou não à organização emissora.

Tipos de underwriting

O processo de subscrição tem diferentes modalidades. São elas:

  • Underwriting firme
  • Underwriting stand-by
  • Underwriting melhor esforço.

Cada um dos tipos tem suas particularidades e o que os diferencia, basicamente, é o risco que a subscritora assume na intermediação entre acionistas e empresas. Veja como funciona cada um dos tipos de underwriting:

 

Underwriting firme

Também conhecido como straight, essa é a modalidade na qual a subscritora tem maior responsabilidade pela efetiva venda dos papéis. No underwriting firme, a instituição intermediadora se compromete com a subscrição integral das ações.

Ou seja, se responsabiliza por todos os papéis antes mesmo de passá-los ao mercado, subscrevendo-os. Assim, ainda que eles não sejam comercializados, ficam sob sua responsabilidade. Nesse caso, o risco é da intermediadora.

 

Underwriting stand-by

Na subscrição stand-by, a underwriter faz o lançamento das ações ao mercado. Depois que o prazo de venda é finalizado, ela pode ou não subscrever os papéis que restaram. Dessa forma, a intermediadora se compromete a lançar as ações no mercado. Porém, assim que o período termina, o risco volta à empresa emissora dos papéis.

 

Underwriting melhor esforço

A terceira modalidade de underwriting é a de menor risco para a subscritora. O tipo best-effort faz com que a underwriter empreenda seus melhores esforços na oferta das ações no mercado. Contudo, ela se isenta dos riscos e, assim, não garante a venda da totalidade dos títulos.

Chegando ao final do artigo, fica claro que a subscrição tem um papel importante nos mercados, pois consegue fazer a intermediação entre investidores e instituições que precisam de recursos. Dentre suas três modalidades, a variação do compromisso com a venda efetiva dos papéis e os riscos assumidos pela subscritora são as principais diferenças.

Gostou de saber mais sobre o underwriting. Se restou alguma dúvida, deixe um comentário. Na Capital Research, a gente explica de forma acessível o que em outras fontes pode parecer complicado. Aproveite para acessar o site da Capital e descobrir mais sobre como encontrar as melhores oportunidades de investimento de forma gratuita.

 

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