Taxa efetiva de juros: importância e como calcular

Você sabe como calcular a taxa efetiva de juros para descobrir o custo ou rendimento real? Aprenda agora e invista melhor.

Descobrir a taxa efetiva de juros é essencial para analisar um empréstimo ou investimento.

Mas, com tantos termos diferentes e taxas de juros que se confundem, não é tão simples compreender quanto você vai pagar ou receber no fim das contas.

Por isso, reunimos tudo o que você precisa saber sobre a taxa efetiva de juros, com direito a um passo a passo para fazer o cálculo.

Siga a leitura para tirar suas dúvidas.

Importância de calcular a taxa efetiva de juros

Por definição, a taxa efetiva de juros é aquela expressa em um período igual ao da formação e incorporação de juros ao capital.

Ou seja: é a taxa que iguala o prazo à capitalização, representando o “verdadeiro” custo do empréstimo ou rendimento do investimento.

O termo “efetiva”, nesse caso, indica seu efeito real, objetivo e tangível.

Logo, calcular essa taxa é fundamental para compreender o custo efetivo de um empréstimo ou o rendimento efetivo de um investimento.

Para entender melhor o conceito, estes são alguns exemplos de taxas efetivas de juros:

  • Uma taxa de 10% ao mês com capitalização mensal
  • Uma taxa de 60% ao ano com capitalização anual
  • Uma taxa de 15% ao trimestre com capitalização trimestral.

Quanto ao regime de capitalização, os juros podem ser do tipo simples ou compostos.

Enquanto os juros simples incidem apenas sobre o valor inicial, seguindo uma lógica linear ao longo dos meses, os juros compostos são caracterizados pela incidência de juros sobre juros, crescendo de forma exponencial.

Você deve estar familiarizado com os juros compostos em financiamentos e investimentos, que produzem o efeito “bola de neve” ao incorporar os juros do mês ao capital.

Obviamente, esse efeito é excelente para os investimentos e perigoso para as dívidas — daí a importância de calcular a taxa efetiva de juros.

Taxa efetiva x nominal

A taxa nominal, ao contrário da taxa efetiva de juros, usa um prazo de referência diferente do prazo de capitalização.

Geralmente, as taxas de juros contratuais divulgadas por instituições financeiras são nominais, quase sempre fornecidas em termos anuais.

É o caso, por exemplo, de uma taxa de 50% ao ano com capitalização mensal — perceba que a unidade referencial não coincide com o tempo da capitalização.

Logo, se você utilizar a taxa nominal como referência de cálculo, o valor a ser pago ou recebido ao final do contrato será bem diferente do efetivo.

Por isso, é importante considerar o efeito dos juros compostos para calcular a taxa de juros efetiva a partir da taxa nominal.

Vale lembrar que a taxa efetiva é diferente da taxa real, pois esta representa o verdadeiro ganho financeiro após a aplicação da taxa de inflação ou custo de oportunidade.

Como calcular a taxa efetiva

No mercado financeiro, você precisa saber como calcular a taxa efetiva de juros para analisar qualquer investimento ou transação.

Veja como chegar o resultado em poucos passos.

1. Obtenha a taxa nominal ou declarada

Para calcular a taxa efetiva de juros de empréstimos e investimentos, você precisa partir da taxa nominal, ou declarada, que é apresentada em contrato.

Normalmente, esse é o valor percentual divulgado pelos credores como taxa de juros da operação, para tornar sua oferta mais atrativa. 

Como vimos, você pode identificar a taxa nominal pela diferença entre o prazo e a capitalização.

2. Verifique se os juros são simples ou compostos

Depois de obter a taxa nominal, você precisa entender se a capitalização é aplicada com juros simples ou compostos.

Essa informação fará toda a diferença no cálculo, já que o crescimento linear ou exponencial determina o valor final.

Se os juros forem compostos, você também precisa saber a quantidade de períodos compostos dentro de um ano — ou seja, se o acréscimo de juros é mensal, trimestral, semestral ou anual, por exemplo.

3. Encontre a taxa de juros proporcional

Para aplicar a fórmula da taxa efetiva de juros, você terá que igualar o período ao tempo de capitalização na taxa nominal.

Nesse caso, o cálculo é bastante simples: se você tiver uma taxa nominal de 24% ao ano e capitalização mensal, basta transformá-la em uma taxa efetiva de 2% ao mês, alterando apenas o período.

4. Aplique as fórmulas da taxa efetiva de juros

Por fim, você só precisa aplicar as fórmulas da taxa efetiva de juros para encontrar o resultado.

Se os juros forem simples, basta utilizar a fórmula abaixo:

r = (1 + i/n)^n-1

  • r = taxa efetiva
  • n = número de períodos compostos ao longo do ano
  • i = taxa nominal.

Já no caso de juros compostos e contínuos, a fórmula utilizada é:

r = e^ei – 1

  • r = taxa efetiva
  • e = 2,718 (constante)
  • i = taxa nominal.

5. Analise o resultado

Ao encontrar a taxa efetiva de juros, você pode analisar se o seu empréstimo ou investimento vale a pena, considerando os rendimentos e custos na prática.

Se matemática financeira não é o seu forte, não se preocupe: você pode usar uma calculadora científica, uma calculadora online própria para esse fim ou simplesmente utilizar a função “EFETIVA()” no Excel.

E se precisar de ajuda para entender mais a fundo os cálculos de juros e análise de investimentos, o time de analistas experientes da Capital Research está à disposição.

Ao escolher um dos nossos planos, você ganha acesso à Carteira Capital — nossa carteira de investimentos exclusiva — e a todos os conteúdos valiosos sobre o mercado financeiro.

Assim, você saberá como usar a taxa efetiva de juros e qualquer outro índice relevante para investir com mais segurança e maximizar seus lucros.

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