Tabela Regressiva IR: conheça as aplicações no imposto de renda

Já conhece a Tabela Regressiva IR? Aprenda como interpretá-la para compreender melhor o cálculo do Imposto de Renda.

O imposto de renda, conhecido popularmente como “leão”, é um tributo pago por todas as pessoas com investimentos ou rendimentos anuais acima de valor isento. Nesse sentido, a Tabela Regressiva IR é um meio para reduzir os impactos esse imposto tem em seu planejamento financeiro.

Essa tabela está bastante relacionada a planos de previdência privada que, dividida em dois tipos, oferece vantagens e desvantagens na hora de declarar o IR. Escolher a melhor opção de previdência privada e saber como funciona a Tabela Regressiva do IR é fundamental para definir sua escolha de previdência.

Conheça neste artigo, o que é e como funciona a Tabela Regressiva IR, além dos modelos de previdência privada, para escolher a melhor opção para seu perfil!

O que é a Tabela Regressiva do Imposto de Renda

A Tabela Regressiva IR é uma maneira de organizar a incidência desse imposto, de forma que a alíquota sempre seja menor com o decorrer de alguns fatores. Tais motivos de regresso da taxa podem ser o valor total, os anos de pagamento, entre outros.

Ou seja, de maneira simples, em uma hipótese – que não representa os valores reais – se você paga 30% de tributos em sua primeira declaração, nos próximos pagará 29, 28, 27% até chegar a um teto mínimo.

Quais são os tipos de Tabela Regressiva IR

A Tabela Regressiva IR se destina principalmente a planos de previdência privada. Porém, ela se aplica também para tributação sobre investimentos do tipo:

  • CDBs;
  • Fundos de investimento abertos;
  • Debêntures;
  • ETFs;
  • Títulos de renda fixa;
  • Títulos públicos;
  • Ações;
  • Fundos imobiliários.

Tabela Regressiva x Tabela Progressiva

Enquanto a Tabela Regressiva trabalha com uma tributação que se retrai conforme diversos, fatores, a Tabela Progressiva é o exato oposto dela. Ou seja, as alíquotas tributárias aumentam conforme o valor total declarado, os anos etc.

Um exemplo que serve como referência para a Tabela Progressiva, é a tributação sobre o salário. Em 2019, a taxação sobre salários na faixa de R$1903,98 é isenta, enquanto acima de R$4.664,68 é de 27,5%.

Os diferentes investimentos em Previdência Privada e INSS

Há basicamente duas escolhas que você pode fazer sobre aposentadoria, a previdência privada, e a contribuição para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

 

INSS

A aposentadoria pelo sistema público é garantida pelo Estado ao contribuinte, por vários critérios, que podem mudar dependendo de alterações do governo federal.

São eles:

  • Por tempo de contribuição: deve-se ter o tempo mínimo de contribuição de 30 anos para mulheres, e 35 para homens;
  • Por idade: homens com no mínimo 65 anos e mulheres com 60;
  • Especial: válida para casos em que se trabalha em condições insalubres – prejudiciais à saúde;
  • Por invalidez: concedida para pessoas que sofreram acidente que o incapacitou de trabalhar; pessoas com alguma doença incapacitante ou mesmo que são consideradas incapazes de trabalhar, atestadas por um médico da Previdência Social;
  • Pela fórmula 85/95 progressiva: a soma da idade e tempo de contribuição de ser de 85 pontos para homens e 95 para mulheres.

Esse sistema é pago mensalmente, descontado na folha de pagamento pela empresa no caso de empregados. Para autônomos, paga-se o tributo por meio de um carnê, chamado de GPS (Guia da Previdência Social).

Esse documento pode ser emitido no site da Receita Federal e também pode ser adquirido em lojas como livrarias e papelarias.

 

Previdência Privada

Os planos de previdência são uma forma de garantir uma previdência paralela à previdência social. São planos contratados de bancos ou outras instituições privadas, que à medida que recebem aplicações mensais, obtém rendimentos.

Esse é um investimento de longo prazo, geralmente acima de 30 anos, mas que pode ter um resgate em menor tempo, a depender das condições que o plano oferece.

Há dois tipos de previdência privada, nos modelos PGBL e VGBL, que incidem sobre a o imposto de renda:

PGBL

O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) oferece o abatimento das contribuições com base de cálculo pelo Ajuste Anual do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF).

Dessa maneira, no resgate mensal ou integral do valor investido, há o abatimento de uma taxa do IR sobre o valor total, ou seja, o dinheiro que foi aplicado, mais seus rendimentos.

Um atrativo desse modelo é que ele permite a economia de muitos impostos que seriam descontados anualmente pelo IR. Em longo prazo, isso faz uma diferença substancial tanto nos rendimentos quanto no valor a ser resgatado.

VGBL

Já o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), exclui esses impostos sobre o valor aplicado no IR. Porém, no resgate da quantia, mês a mês ou mesmo integral, a tributação do IR recai apenas sobre os rendimentos.

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Entender como funciona a tributação da Tabela Regressiva IR e como ela impacta na previdência privada é o primeiro passo para garantir uma aposentadoria plena. Por isso, fazer uma escolha fundamentada de acordo com suas necessidades, garantirá menores impactos nas suas finanças e, principalmente, maiores rendimentos.

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