Investimentos em energias renováveis valem a pena?

Impacto ambiental e esgotamento de recursos levam países e investidores a buscar alternativas com investimentos em energias renováveis.

Investimentos em energias renováveis

O crescimento da população mundial e, junto com ele, a necessidade de melhorar o desenvolvimento social e econômico em todo o mundo, exige o aumento da produção de energia. No entanto, na maior parte dos casos, a consequência negativa é o aumento da emissão de gás carbônico, contribuindo para aumentar o efeito estufa, o que altera o clima global – e é por aqui que investimentos em energias renováveis entram em cena.

Dessa forma, o aquecimento global, o crescimento populacional e o esgotamento dos recursos dos planetas tornam urgente o aumento na eficiência do uso de energias renováveis.

No panorama global, a perspectiva é que os investimentos nesse tipo de energia aumentem consideravelmente ano a ano, tanto por parte do setor privado como do setor público, já que os padrões atuais de recursos energéticos e de uso de energia se mostram prejudiciais para o bem-estar da humanidade ao longo prazo.

O que são fontes de energia renovável?

A energia renovável é derivada de processos naturais, sendo eles a energia solar, eólica, biomassa, geotérmica, hidrelétrica, energia maremotriz e biocombustíveis. Energia renovável se refere, ainda, àquela que é gerada de recursos naturais em níveis sustentáveis, que podem vir de fontes de energia não fósseis.

Existem sistemas naturais efetivos que já estão em risco por conta da mudança climática causada pelas emissões de gás estufa na atmosfera. Ao mesmo tempo, atualmente, os serviços básicos de energia não são acessíveis a um terço da população mundial, e mais energia será essencial para um desenvolvimento sustentável e justo.

Assim, é essencial envolver a ideia de energia limpa, ou seja, aquela que não polui, ou polui menos do que as formas tradicionais. Na produção e no consumo, os exemplos mais comuns quando falamos em investimento em energias renováveis são a hidrelétrica, eólica e a solar. No entanto, a busca por energia limpa exige pesquisa e aprimoramento constantes.

Por que investir em fontes de energia renovável?

A produção de energia é um recurso indispensável ao funcionamento das economias, sendo necessária para a produção de bens e para o abastecimento de todos os serviços. No entanto, é possível observar o constante aumento no preço da energia tradicional, como a eletricidade que utilizamos em casa diariamente.

Como resultado, o investimento em energias renováveis se torna mais interessante e econômico em comparação às outras formas de energia.

Além disso, a necessidade de redução dos gases de efeito estufa na atmosfera é considerada estratégica em relação à alteração da matriz energética. A boa notícia é que, progressivamente, a variável ambiental está ganhando peso na busca pelas fontes de energia renováveis. Dessa maneira, os investimentos em energias renováveis têm aumentado a partir do século XXI.

As matrizes energéticas de fontes renováveis são:

  • Energia hidrelétrica: gerada a partir de uma fonte energética primária da natureza, na forma de energia mecânica existente em um rio com quedas naturais e/ou quedas artificiais, proporcionadas pela construção de barragens;
  • Energia solar: obtida a partir do sol e usada para gerar eletricidade ou aquecer a água;
  • Energia eólica: gerada por turbinas movidas pelo vento. Aerogeradores, equipamentos de até 120m de altura, que são compostos basicamente de uma torre, um gerador elétrico e uma hélice;
  • Energia geotérmica: extraída do calor (e vapor) armazenado na terra, mais comumente a partir de buracos feitos na crosta da terra;
  • Energia oceânica e maremotriz: gerada por uma estrutura que interage com o movimento do mar, convertendo a energia em eletricidade por meio de sistemas hidráulicos, mecânicos ou pneumáticos;
  • Biocombustíveis: combustíveis renováveis derivados de matéria-prima biológica, que incluem o bioetanol (ou etanol), biodiesel ou biogás (metano).

Quanto se investe em energias renováveis no Brasil e no mundo?

Segundo o banco de dados da Associação Internacional de Energias Renováveis (Irena, na sigla em inglês), entre as capacidades de energia adicionadas entre os anos de 2001 e 2013, há uma queda na participação total de investimento em energias não renováveis (carvão, gás natural, energia nuclear e petróleo) quando comparada aos de renováveis.

As informações também mostram que houve uma mudança significativa no final de 2012. Em 2013, os novos investimentos em energia renovável alcançaram 58%, enquanto em não renováveis representaram 42% do total.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), os números revelam que, embora os investimentos em energias renováveis tenham caído 11% em relação a 2017, 2018 foi o nono ano consecutivo com aumento nessa aposta.

Certamente, isso mostra que há uma crescente preocupação com o meio ambiente, e os investimentos em energias renováveis tendem a apresentar um futuro lucrativo.

Quais os países que mais fazem investimentos em energias renováveis?

Os países que mais realizam investimentos em energias renováveis são a China, que manteve a liderança em investimentos em fontes renováveis, os Estados Unidos, segundo maior país em investimentos no mercado de renováveis, e o México, que, por sua vez, registrou aumento de 17% no setor. Já o Brasil foi o destaque na indústria de energias renováveis na América Latina.

Interessante destacar que, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), diversos fatores podem contribuir para que os países em desenvolvimento superem as nações ricas na quantidade de investimentos em renováveis – entre eles, a crise econômica que afligiu os países ricos nos últimos anos e a necessidade dos emergentes, sobretudo China e Índia, de atender a demanda provocada pelo crescimento da população.

Quais são as perspectivas para o Brasil em relação às energias renováveis?

O Brasil ainda caminha lentamente para a disseminação de fontes alternativas de energia. Em contrapartida, em alguns países da Europa, como na Alemanha, a necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e o pouco potencial para gerar algumas energias renováveis levou ao desenvolvimento de uma matriz renovável, como a fotovoltaica (solar) ou a eólica.

Contudo, o cenário da distribuição de energia no Brasil vem sofrendo uma revolução silenciosa. Uma das faces que provocam essas mudanças é a produção energética pelo próprio consumidor. Desde que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) modernizou a Resolução 482/2012 – que regulamenta o setor – e flexibilizou algumas normas, o número desse tipo de ligação às redes de distribuição cresceu consideravelmente.

Considera-se então, que, no futuro, a solução para o problema da energia terá que passar não só pela exploração de um método perfeito, mas também pela procura de um equilíbrio entre os diferentes métodos aplicados a diferentes realidades.

Entretanto, é imprescindível mencionar que a Irena concluiu que 30% a mais de investimentos globais em energia limpa e eficiência energética até 2050 podem criar mais de 19 milhões de empregos na área.

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