IBGC: entenda o que é e veja os benefícios da governança corporativa

Conheça as atividades do IBGC e saiba como esse conceito pode indicar uma boa opção de companhia para investimentos.

Criado em 1995, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) é uma organização sem fins lucrativos que contribui para o desempenho sustentável das empresas e instituições.

Conhecer um pouco sobre esse órgão possibilita que o investidor também se familiarize com o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, que é produzido pelo instituto.

Com potencial para transformar as companhias, a implementação desse assunto pode trazer vantagens na gestão como prevenção de fraudes, facilidade para captar recursos, evitar conflitos de interesse e melhorar o desempenho operacional, entre outras.

São práticas que agregam valor à organização e aumentam seu potencial sob o ponto de vista de investimentos.

Os investidores, por sua vez, também devem conhecer quais os mecanismos disponíveis para saber se uma empresa possui ou não governança corporativa – algo em que o IBGC também pode ajudar.

A governança corporativa e as organizações, segundo o IBGC

O advento da importância da governança surge, curiosamente, a partir da ocorrência de situações de crises no mercado. Apesar de ser um conceito com origens no séc. XX, foi após casos já clássicos de corrupção no mundo corporativo que ocorreu um boom sobre a importância da governança corporativa em escala global.

Ocorrências como o chamado escândalo da Enron, empresa norte-americana de energia, que utilizou lacunas na área de contabilidade para esconder dívidas na casa dos bilhões de dólares e enquanto isso, inflacionava os ganhos da companhia.

Essas situações emblemáticas impulsionaram a busca pela implementação de medidas de governança corporativa – seja via legislações locais seja pela procura dessas boas práticas no ambiente dos negócios.

Mas, afinal, o que motiva essa tendência em uma corporação?

Quais os princípios da governança corporativa?

Conforme elenca o IBGC, os princípios básicos da governança corporativa são os seguintes:

Transparência: As partes interessadas podem e devem ter acesso a todo tipo de informação de uma corporação. E aqui não estamos nos referindo às medidas exigidas pela lei, mas a todo tipo de dados relacionados ao gerenciamento da empresa.

Equidade: É tratar de forma justa e isonômica todos os sócios e stakeholders da organização, em seus deveres, direitos, interesses e expectativas.

Accountability: É o termo em inglês para prestação de contas, ato que deve ser feito com clareza, de forma a que a companhia se responsabilize totalmente pelos seus atos.

Responsabilidade corporativa: Por fim, esse é o princípio que rege que os gestores e responsáveis pela condução do negócio devem estar sempre zelando pela viabilidade da operação tanto econômica quanto financeira.

Que vantagens a companhia recebe com essas boas práticas?

Ao optar pela implementação desses conceitos, a empresa passa a ter uma visibilidade maior no mercado, o que pode ser um facilitador na hora de captar recursos.

Do ponto de vista da organização, a governança corporativa atua na prevenção de crises como erros e fraudes, mas também pode desempenhar papel importante na gestão interna, ao evitar conflito de interesses e abuso de poder, uso de informações privilegiadas, entre outras medidas.

Essas ações, no decorrer da operação, também passam a incidir diretamente em um ponto sensível de todo tipo de empresa (em especial, nas menores e mais jovens): a questão financeira.

A governança corporativa no dia a dia da companhia age diretamente na redução de custos e na melhoria dos resultados, com a otimização do desempenho operacional.

Qual a diferença entre governança corporativa e compliance?

Apesar de ocuparem constantemente os mesmos espaços e discussões, existe diferença entre os conceitos de governança corporativa e compliance. Já que o significado geral de governança corporativa já foi trabalhado no início deste artigo, vamos passar para delimitar o papel do compliance em uma empresa.

Compliance é o termo em inglês que refere-se a “a agir em conformidade”, obedecendo às leis e regras, de acordo com os preceitos morais e éticos de um país. No dia a dia de uma companhia, o departamento de compliance vive a rotina de nortear a operação e corrigir os eventuais atos falhos de uma empresa.

Tanto o compliance quanto a governança corporativa agem na busca da integridade das atividades de uma organização. Mas atuando em pontos distintos: o compliance está diretamente ligado às atividades da companhia, norteando a operação para que esteja sempre longe de problemas morais e éticos.

Enquanto isso, a governança corporativa desempenha uma forte influência na imagem da empresa aos stakeholders, ou seja, é um pilar focado na ética.

A relação entre as práticas do IBGC e o interesse dos investidores

Nos últimos tempos, com a popularização dos conceitos de governança corporativa e compliance nas companhias, o mercado passou a verificar que investidores, de maneira geral, tendem a pagar um valor maior a empresas que estejam inseridas nessas boas práticas.

Para entender a relação entre os investidores e as boas práticas regidas pelo IBGC, é importante voltarmos a uma definição bastante primária que rege o mercado como um todo. Afinal de contas, investimento está diretamente ligado à confiança.

Como o investidor pode descobrir que a empresa possui governança corporativa?

Para saber se a empresa do seu interesse está inserida nas boas práticas e diretrizes do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa (que você pode obter através deste link), basta efetuar a consulta nas listas desenvolvidas e organizadas pela B3.

Dentro dessas classificações estão listagens que têm como diferencial, justamente, o nível de governança corporativa desenvolvido no negócio. Dentre elas estão: Novo Mercado, Nível 2, Nível 1, Bovespa Mais e Bovespa Mais Nível 2.

Você pode ter acesso a todas as características e especificações dos segmentos de listagem, neste site oferecido pela B3.

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