Causas da inflação: razões e impactos da oscilação de preços

Entender as causas da inflação ajuda você a se prevenir das oscilações e manter seu poder de compra. Saiba quais são elas.

Quem procura saber mais sobre as causas da inflação é por que tem preocupação ou interesse nesse indicador que reflete o aumento dos preços no mercado.

Preocupação porque inflação alta reduz o poder de compra do consumidor. E interesse porque há aplicações financeiras corrigidas pela inflação justamente para conservar o valor do dinheiro.

Neste texto, você vai ver que existem, pelo menos, três razões que elevam os valores impressos nas etiquetas: motivos monetários, psicológicos e reais. A seguir, você vai conhecer os 6 principais fatores que fazem com que os preços subam e de que maneira isso afeta a sua vida. Acompanhe!

Causas da inflação: as 6 principais

Antes de entrarmos nos detalhes das causas da inflação e do aumento de preços, vale observar o que diz a respeito Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp ao portal G1:

“A inflação pode ter uma causa monetária (impressão de dinheiro pelo governo), pode ter causas psicológicas (agentes ajustam o preço porque acham que outro também vai ajustar) e pode ter uma causa real (um desajuste entre a oferta e a demanda por bens e serviços).”

Vamos, então, ver como esses aspectos se subdividem nas seis principais causas do aumento dos preços. Confira!

 

1. Gastos públicos

Como você sabe, os governos são responsáveis pela emissão de dinheiro. Quando eles decidem imprimir mais moeda do que o habitual, poderão fazer com que seu poder de compra seja reduzido. Assim, os preços sobem.

Outra maneira que os gastos públicos podem contribuir para a inflação é através dos impostos. O maior recolhimento aumenta os custos das empresas e, dessa maneira, o acréscimo é repassado aos preços para o consumidor final.

 

2. Cartéis

Quando há pouca concorrência em um mesmo segmento da economia, as empresas podem formar os chamados cartéis. Neles, as organizações controlam os meios de produção e distribuição de produtos e serviços.

Dessa forma, as empresas têm o poder de regular a oferta e, ainda, determinar os preços dos ativos, deixando os clientes reféns de suas políticas. Apesar de ser uma prática combatida pela legislação brasileira, esse tipo de acordo ainda pode acontecer não explicitamente, afetando diretamente a inflação.

 

3. Indexação

Preços indexados são atrelados a índices. Ou seja, o valor da etiqueta de um item está diretamente relacionado a outro valor ou alíquota.

É comum, por exemplo, que o preço dos aluguéis seja indexado ao IGP-M. Assim, os reajustes do pagamento são realizados de acordo com a alíquota do Índice Geral de Preços – Mercado. Nesse caso, o preço vai acumulando os reajustes e, dessa forma, a inflação de hoje é o patamar inicial de amanhã.

 

4. Custos de produção

Sempre que matéria-prima, impostos ou outros custos de produção aumentam, o valor é repassado ao consumidor no preço final. Por isso, quando há oscilação nos gastos das empresas, a inflação também sobe.

 

5. Oferta insuficiente

Essa é uma das causas reais da inflação. Na relação de oferta e demanda, quando não há produção suficiente, o comprador paga o valor que for necessário para adquirir um bem ou serviço.

Assim, se a demanda é maior do que a oferta a tendência natural é que os preços subam. A estratégia é adotada, também, como maneira de frear a procura por determinado ativo.

 

6. Inércia

O sexto motivo que leva ao aumento generalizado dos preços é a inércia. Isto é, a estagnação de políticas que fazem com que os valores continuem subindo.

Por exemplo, um grupo de empresários acredita que haverá alta na inflação nos próximos meses. Por antecipação, eles sobem o valor de venda dos seus produtos. Como consequência, realmente haverá a inflação, já que o empresariado apostou na elevação dos preços, mesmo que não houvesse outro motivo para isso.

Afinal, o que é inflação?

A inflação é uma taxa que mede o aumento do nível dos preços. Ou seja, ela mensura o quanto os valores de bens e serviços oscilaram durante determinado período de tempo. No Brasil, a medida mais comum da inflação é o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. O valor é calculado e divulgado periodicamente pelo IBGE.

Como a inflação afeta sua vida

O principal impacto da inflação é a diminuição do poder de compra. Quando os preços sobem, o seu dinheiro consegue comprar menos.

Veja este exemplo:

  • Um pacote de 5 kg de arroz custava R$ 10 em janeiro. Em fevereiro, o mesmo item custava R$ 10,50. Ou seja, o aumento do preço corroeu 5% da capacidade de compra do consumidor.

Outro ponto a se observar sobre inflação é que ela funciona como parâmetro para avaliar investimentos e, inclusive, para correção de alguns. Assim, para ter ganhos reais, você deve buscar aplicações financeiras que remunerem com valores acima do aumento do nível dos preços.

Como se antecipar às causas da inflação

Como vimos, existem várias causas da inflação. Como não temos controle sobre o aumento dos preços, as melhores maneiras de evitar a perda do poder de compra são:

  • Investir em ativos com remuneração maior do que a inflação
  • Monitorar os índices
  • Acompanhar noticiários sobre Finanças, Economia e Política.

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