Carteira de dividendos: descubra como montar a sua

Montar uma carteira de dividendos é importante para viver dos próprios investimentos. Descubra como criar a sua.

Montar uma boa carteira de dividendos é um dos primeiros passos para quem deseja criar uma fonte de renda passiva, para viver dos próprios investimentos no futuro.

Não importa se você procura uma aposentadoria com tranquilidade ou simplesmente quer ter uma renda extra: a carteira de dividendos permite alcançar esses objetivos, principalmente em um cenário com a taxa Selic nas mínimas históricas, o que derruba o rendimento da renda fixa.

Neste artigo, você vai conhecer 10 dicas para montar a sua carteira de dividendos e alcançar os seus objetivos.

O que é uma carteira de dividendos

Uma carteira de dividendos é uma carteira de ativos montada por um investidor com o objetivo de proporcionar renda passiva, por meio da distribuição de dividendos.

Falando de forma simplificada, dividendos são uma parte do lucro das empresas distribuída entre os seus acionistas de forma regular, para remunerá-los pelo investimento.

Investidores que se interessam pelos dividendos têm uma mentalidade de investimento de longo prazo. Eles pretendem ganhar não apenas com a valorização das ações, mas também com a distribuição de lucros.

Os objetivos podem variar desde uma aposentadoria confortável até efetivamente viver de dividendos no futuro.

Mas, para montar uma carteira de dividendos, não basta simplesmente escolher aquelas que pagaram mais dividendos nos últimos doze meses. No próximo tópico, você vai entender por quê.

Como montar sua carteira de dividendos em 10 passos

Listamos, a seguir, 10 passos para você montar uma carteira de dividendos vencedora.

 

1. Descubra por que as empresas pagam dividendos

O primeiro passo é compreender como funciona a dinâmica da distribuição de dividendos entre as empresas listadas na bolsa de valores

Como você deve imaginar, empresas que não geram lucro não distribuem dividendos. Entre aquelas que geram, cabe ao conselho de administração escolher o percentual do lucro que será distribuído aos acionistas.

Essa decisão varia de empresa para empresa, mas depende, principalmente, das perspectivas de crescimento da empresa e da necessidade de investimento para que ela continue crescendo.

Em geral, empresas jovens, em fase de crescimento, que ainda não alcançaram um market share relevante, tendem a distribuir poucos dividendos, porque usam a maior parte do lucro para reinvestir no negócio.

Já empresas maduras, consolidadas, com grande market share, que já não tem muita perspectiva de crescer, tendem a distribuir mais dividendos.

Via de regra, portanto, as empresas que pagam mais dividendos não são aquelas das quais se espera uma valorização agressiva no curto e médio prazo. 

Entender essa relação é o primeiro passo para montar sua carteira de dividendos, porque essa compreensão vai afetar todas as decisões daqui para frente. 

2. Entenda o conceito de Dividend Yield (DY)

Depois de entender por que e quando as empresas distribuem dividendos, é hora de compreender outro conceito fundamental: o Dividend Yield (DY).

Esse indicador mostra a relação entre os dividendos pagos por uma empresa e o preço da sua ação. Quanto mais alto o percentual, maior é a remuneração do acionista pelo valor pago.

Esse número permite comparar o valor relativo pago por empresas de diferentes tamanhos e setores, para descobrir quais pagam mais dividendos em relação ao preço de compra da ação.

Imagine, por exemplo, uma empresa cuja ação custa R$ 15 e que distribuiu R$ 1 em dividendos para cada ação nos últimos 12 meses. O cálculo do Dividend Yield nos mostra que a empresa gerou um retorno de 6,6% em dividendos para os acionistas, em relação ao valor pago pela ação.

Em tese, quanto maior o DY de uma empresa, melhor para a sua carteira de dividendos. Mas, como veremos a seguir, é preciso analisar o histórico de pagamentos para ter uma visão abrangente.

3. Compreenda o Dividend Payout

O Dividend Payout mostra a relação entre os dividendos pagos por uma empresa e o lucro em determinado período.

Esse indicador permite descobrir qual o percentual do lucro de uma companhia é distribuído para os acionistas e quanto é utilizado para reinvestir no negócio. 

Com a análise do Dividend Payout, você consegue comparar as empresas e descobre o que a empresa faz com o próprio lucro.

4. Analise o histórico de pagamento dos dividendos

Tanto o Dividend Yield como o Dividend Payout devem ser analisados em uma série histórica, e nunca como uma fotografia de um período. Isso porque lucros não recorrentes podem acabar gerando uma distribuição maior de dividendos, o que distorce a análise.

Olhe para esses indicadores em uma evolução ano após ano, para ter certeza de que as empresas que você escolheu são boas pagadoras de dividendos historicamente.

5. Descubra a periodicidade de pagamento dos dividendos

Também é interessante descobrir qual a periodicidade de pagamento dos dividendos das empresas. Algumas pagam a cada trimestre, outras semestralmente, e outras apenas uma vez ao ano. Entender isso é uma maneira de descobrir se a empresa privilegia o pagamento de dividendos como uma estratégia para atrair acionistas. 

6. Priorize empresas com menor risco envolvido

Empresas que pagam bons dividendos são, em geral, muito mais sólidas e maduras do que empresas que não pagam dividendos. 

E é exatamente isso que você quer para a sua carteira de dividendos, porque, quanto menor o risco, maiores as chances de a empresa permanecer gerando lucros e pagando dividendos no futuro. 

7. Diversifique entre empresas e setores

Não há um número exato de empresas para compor a sua carteira de dividendos, mas, em geral, escolher entre 7 a 12 empresas tende a ser suficiente.

Além de diversificar os seus investimentos entre as empresas, também vale a pena diversificar entre os setores. Dessa maneira, você diminui ainda mais os riscos de algum evento inesperado impactar a distribuição de dividendos.

8. Considere investir em fundos imobiliários

Se você está montando uma carteira de dividendos, precisa considerar a aplicação em fundos imobiliários.

Esses ativos funcionam como um condomínio, em que os investidores se unem para investir no mercado imobiliário, enquanto os gestores administram os imóveis. Os FIIs distribuem pelo menos 95% dos aluguéis recebidos em forma de proventos. 

Por isso, são uma excelente alternativa para quem procura uma renda passiva recorrente, já que o pagamento ocorre mensalmente. 

9. Defina a composição da sua carteira

Finalmente, depois de passar por todas essas etapas, é hora de montar a sua carteira de dividendos, levando em consideração todos os fatores já mencionados.

Lembre-se de diversificar e não escolher apenas ações com o mesmo perfil, ou do mesmo setor.

10. Foque no longo prazo

A última dica talvez seja uma das mais importantes: uma carteira de dividendos é montada com foco no longo prazo. Depois de definir os ativos, faça aportes recorrentes e tenha paciência para construir o seu patrimônio até alcançar os seus objetivos. 

Para quem começa aportando valores baixos, são necessários alguns anos até os dividendos representarem um montante relevante para a sua renda mensal.

Vá além da carteira de dividendos

Os seus investimentos em renda variável não podem se resumir a uma carteira de dividendos. Como já explicamos, as empresas que pagam bons dividendos são aquelas que não costumam ter uma grande perspectiva de valorização, porque já atingiram a maturidade nos seus setores.

Para compor o seu portfólio, o ideal é diversificar e deixar parte do patrimônio dedicado às empresas que pagam dividendos.

O percentual ideal não existe: vai depender do seu perfil de investidor e dos seus objetivos no longo prazo.

Mas como escolher esses ativos? Na Capital Research, você conta com indicações dos nossos profissionais especializados em renda variável, que passam o dia vasculhando o mercado em busca das melhores oportunidades.

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