Cálculo da TIR: como usar a Taxa Interna de Retorno

O cálculo da TIR é mais uma ferramenta que você pode utilizar para escolher os melhores investimentos.

O cálculo da TIR é mais uma ferramenta que você pode utilizar para escolher os melhores investimentos.

Estamos falando da Taxa Interna de Retorno, que revela o percentual de rentabilidade de um projeto a partir dos fluxos de caixa.

Conhecida como a taxa que zera o VPL (Valor Presente Líquido), a TIR é muito útil quando comparada à TMA (Taxa Mínima de Atratividade).

Quer somar mais esse indicador na sua análise de investimentos?

Siga a leitura, descubra a importância do cálculo da TIR e saiba como garantir o maior retorno possível para os seus recursos.

Cálculo da TIR: para que serve?

O cálculo da TIR, ou Taxa Interna de Retorno, serve para avaliar a qualidade dos investimentos, levando em conta o percentual de retorno de um projeto.

Basicamente, o objetivo é analisar se o investimento vale a pena ou não.

De modo geral, os analistas profissionais utilizam várias métricas e modelos matemáticos para medir o retorno financeiro de um investimento, como o payback, Múltiplo de Investimento (MOI) e VPL.

No entanto, a TIR é um dos indicadores mais populares do potencial econômico, pois revela o percentual de rentabilidade e facilita a interpretação.

Isso porque se trata de uma taxa de desconto, que iguala a zero a soma de todos os fluxos de caixa projetados.

Ou seja: a TIR traz os valores do fluxo de caixa futuro para o presente, igualando o VPL ao valor desembolsado inicialmente.

Por exemplo, vamos supor que você invista R$ 1.000,00 em uma empresa que gera R$ 100,00 mensais no fluxo de caixa com crescimento de 10% ao ano.

Logo, o múltiplo de preço/geração de caixa será de 10x. 

Nesse caso, este é o fluxo de caixa que gera uma TIR de 20% aa:

Preço inicial

R$ 1.000,00

1

R$ 100,00

2

R$ 110,00

3

R$ 121,00

4

R$ 133,10

5

R$ 146,40

6

R$ 161,10

7

R$ 177,20

8

R$ 194,90

9

R$ 214,40

10

R$ 235,80

11

R$ 259,40

12

R$ 285,30

13

R$ 313,80

14

R$ 345,20

15

R$ 379,70

16

R$ 417,70

17

R$ 459,50

18

R$ 505,40

19

R$ 556,00

20

R$ 611,60

Para que a TIR justifique a viabilidade econômica do investimento, é preciso que ela seja maior que a TMA — a taxa de juros mínima que você espera de retorno.

Fórmula do cálculo da TIR

A fórmula do cálculo da TIR é obtida a partir da equação do VPL igualada a zero, representando um investimento que não dá lucro nem prejuízo.

Então, a expressão é formada pela soma da entrada do fluxo de caixa menos o investimento inicial, por meio da seguinte fórmula:

FC = Fluxos de caixa

i = período de cada investimento

N = período final do investimento

Por exemplo, se você investe R$ 200,00 com um retorno no valor de R$ 250,00 após um ano, a taxa seria:

É claro que esse é um exemplo extremamente simples, e o cálculo com mais fluxos de caixa em vários períodos se torna muito mais complexo.

Por isso, o ideal é utilizar uma calculadora financeira ou a fórmula do Excel “=TIR()” para encontrar a TIR com rapidez e precisão.

Como usar o cálculo da TIR nos investimentos

O cálculo da TIR é uma das referências mais seguras para avaliar a rentabilidade dos seus investimentos, pois considera o valor do dinheiro ao longo do tempo.

Quando alinhada à TMA, a taxa permite que você compare rapidamente diferentes opções de investimentos, de acordo com o retorno mínimo esperado de cada projeto.

Assim, a decisão é simples: se a TIR é maior que o custo de capital (taxa mínima de atratividade), o projeto vale a pena — do contrário, não compensa.

No entanto, é preciso tomar cuidado ao utilizar a TIR, principalmente se você for comparar projetos com durações diferentes.

Um dos principais pontos de atenção é priorizar a TIR somente no caso dos fluxos de caixa mais simples e previsíveis — por exemplo, negativos início e positivos no futuro.

O ideal é sempre combinar essa taxa com outros indicadores, como o próprio VPL, além de levar o risco em conta na avaliação.

Inclusive, se você quiser ir mais a fundo na análise, há um conceito mais complexo chamado Taxa Interna de Retorno Modificada (TIRM).

Isso porque a TIR presume que todo o fluxo positivo será reinvestido, o que nem sempre corresponde à realidade.

Para solucionar essa questão, a TIRM acrescenta os fluxos de caixa negativos ao valor presente, considerando as taxas de financiamento e investimento — mas isso é assunto para outro post.

Se quiser saber mais sobre a TIR e outros indicadores, é só ficar de olho nos conteúdos exclusivos da Capital Research.

Aqui, você aprende tudo sobre investimentos sem complicação para tomar decisões certeiras e multiplicar seu patrimônio.

Então, não fique só no cálculo da TIR e expanda sua visão sobre análise de investimentos.

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