Saiba o que é e qual a importância do Credit Default Swap (CDS)

Espécie de contrato de seguro, o CDS protege contra calotes e indica o grau de confiança financeira em uma empresa ou país

Considere um investidor que, após adquirir um título de renda fixa, espera receber retorno financeiro em até 8 anos. Com receio de que haja inadimplência por parte da emissora do título, e acabe precisando arcar com o prejuízo, esse investidor procura uma forma de se resguardar e criar um seguro para seu investimento. É essa a principal função do Credit Default Swap, ou CDS.

O CDS é um contrato entre investidor e seguradora, que funciona como um modo de proteger e indenizar o portador do título de renda fixa no caso da instituição envolvida (pode ser um país ou uma empresa) não cumprir suas obrigações – cometendo o chamado default.

     Default – Quando um investidor, uma empresa ou um governo descumpre suas obrigações financeiras legais. Ex.: calote financeira da Grécia, falência do banco Lehman Brothers etc.;

Swap – Operação em que investidores ou empresas fazem um acordo de troca de obrigações quanto a um investimento para diminuir riscos e beneficiar ambas as partes. Ex.: uma empresa que recebe em Euro, mas tem custo de operação em Reais, faz uma operação Swap com outra empresa que recebe em Reais, mas tem custo de operação em Euro. Elas negociam a troca da rentabilidade para, em caso de variação cambial, uma cobrir a outra e não sofrer um grande prejuízo.

Credit Default Swap – Contrato de Swap que repassa o risco do crédito e indeniza o portador do contrato em caso de default por parte da instituição que emitiu o título. Quanto maior for o risco de a instituição não cumprir suas obrigações, maior será o preço do CDS. Ex.: O detentor de um título público paga taxas periódicas pré-definidas a uma seguradora para que, em caso de inadimplência por parte do Governo que ofertou o título, receba uma indenização.

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Quais as características do CDS?

O Credit Default Swap é considerado um derivativo de crédito, ou seja, seu valor depende do desempenho de outro ativo (no caso, o risco de uma instituição não cumprir com suas obrigações). Os CDS estão relacionados a títulos soberanos de governos e de grandes empresas.

Além de proteger, o CDS funciona, também, como um indicador do risco de um País dar um calote financeiro. O risco-Brasil e a nota de crédito do País são calculadas basicamente em cima do valor em CDS, que o investidor que empresta dinheiro ao Governo Federal precisa pagar para se resguardar de um possível calote.

Além disso, cada contrato de Credit Default Swap, que é negociado no Mercado de Balcão, ou seja, fora da Bolsa de Valores, por telefone ou eletronicamente, com instituições financeiras autorizadas, tem seus termos definidos no momento da assinatura.

Os mais comuns definem que o titular receba uma indenização igual à diferença entre o preço de mercado do título e o preço de sua emissão, ou, então, uma indenização equivalente às parcelas que não foram pagas pela emissora do título.

Dentre os principais motivos que levam a uma possível inadimplência e uma consequente indenização por CDS, estão: falência, moratória, rebaixamento de nota de crédito, vencimento da dívida e renegociação.

Como o Credit Default Swap impacta nos investimentos?
O CDS é um grande indicador do risco de crédito para investimentos, especialmente os internacionais. A exemplo do Brasil, a maior parte dos países negocia títulos de dívida pública: assim, quanto mais arriscado for investir em um país, maior será o valor dos CDS cobrados pelas seguradoras.

 Esse índice de avaliação de risco com base no Credit Default Swap é muito utilizado por profissionais experientes e por grandes empresas para avaliar onde, quando e no que se deve investir.

Os CDS cobrados nos Estados Unidos, por exemplo, são muito mais baratos do que aqueles negociados no Brasil. O motivo, evidentemente, é o baixo risco de default por parte das instituições norte-americanas em comparação às brasileiras.

As seguradoras avaliam que o risco de crédito é maior aqui, gerando consequências diretas no mercado financeiro. Ainda assim, a negociação dos CDS com as seguradoras não é regulamentada, e está sujeita à avaliação e especulação das agências de risco internacionais.

Vantagens, riscos e retornos do CDS

  • Possibilita que o investidor ajuste sua carteira de aplicações às condições do mercado financeiro;
  • O pagamento das taxas periódicas do CDS é mais barato do que a titularidade do papel em si;
  • Em alguns casos, o CDS oferece grande liquidez ao investidor;
  • É pouco regulamentado e não há uma padronização nacional ou internacional dos contratos;
  • Muda de valor conforme a percepção dos agentes financeiros;
  • É o principal medidor do nível de confiança no mercado financeiro de um país.

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