Ações no Brasil: vale a pena investir?

Entenda o cenário atual as ações no Brasil e veja dicas para começar a explorar a renda variável com foco no longo prazo.

Investir em ações no Brasil é uma ótima alternativa para o investidor que mira o longo prazo e deseja fazer o dinheiro trabalhar para si mesmo.

Com um mercado de ações consolidado – o maior da América Latina em número de assets, gestoras, casas de análise, corretoras e investidores –, o Brasil ainda tem um longo espaço para avançar na bolsa de valores.

Além disso, a queda estrutural da taxa básica de juros para o menor valor histórico derrubou os ganhos da renda fixa, não restando outra opção ao investidor. Neste artigo, você vai entender por que investir em ações no Brasil e como fazer isso na prática.

Cenário das ações no Brasil

O cenário das ações no Brasil é promissor. Em 2019, o índice Ibovespa, principal indicador do mercado de ações brasileiro, superou pela primeira vez a faixa dos 100 mil pontos, e fechou o ano na casa dos 115 mil pontos.

Além da confiança dos investidores na retomada da economia, que passou por uma recessão nos anos de 2015 e 2016, o crescimento pode ser explicado pelo número recorde de investidores na bolsa de valores. Esse número, por sinal, não para de crescer, e superou 2,3 milhões em abril de 2020.

Com a crise provocada pelo Coronavírus, o índice Ibovespa despencou em 2020, mas, em plena pandemia e isolamento social, já dá sinais de recuperação.

O fato é que, no longo prazo, o investimento em ações é o mais rentável para o investidor. Em todos os países com economias de mercado, esse fenômeno se repete, com as ações superando o retorno dos títulos públicos ou do crédito privado.

Acompanhe, abaixo, um gráfico extraído pelo sócio fundador do Alaska Black, Henrique Bredda, na plataforma Bloomberg:

O gráfico compara o retorno entre o índice Ibovespa, em branco, o índice IBX, em laranja, e o CDI, linha tracejada, desde o início do IBX, em 1996.

Como se vê, o retorno do IBX, que é composto pelas 100 ações mais negociadas da bolsa de valores, foi de 2.686% no período, contra 2.527% do CDI. 

Mesmo se beneficiando de um cenário atípico com taxas de juros altas na década de 1990 e início dos anos 2000, o CDI não vence o IBX. O Ibov, por outro lado, perde para o CDI, mas isso pode ser explicado pela composição do índice, que dá um grande peso a empresas que não refletem necessariamente a economia brasileira, e que estão expostas a ciclos de commodities, por exemplo, o que impacta os seus resultados e puxa o índice para baixo.

No longo prazo, percebe-se que o mercado de ações no Brasil só tem uma trajetória: para cima. Isso porque países com economia de mercado tendem a crescer com o passar dos anos, já que as populações crescem e riqueza é construída ao longo do tempo. As empresas refletem esse cenário. 

Por que investir em ações no Brasil

A seguir, listamos os principais motivos pelos quais todos os investidores deveriam considerar investir em ações no Brasil, respeitando, é claro, o perfil de risco de cada investidor e uma alocação de capital compatível a essas preferências.

Retorno das ações é insuperável no longo prazo

Nenhum tipo de investimento garante um retorno superior às ações no longo prazo. No livro  “Investindo em ações no longo prazo”, o autor Jeremy Siegel mostra uma comparação entre o retorno anualizado de um dólar investido em no índice norte-americano de ações, em títulos de crédito, em títulos públicos, em ouro e em dólar durante 200 anos. O resultado não deixa dúvidas:

Como se vê, nenhum ativo supera o retorno anualizado do mercado de ações

Voltando às ações no Brasil, veja esse levantamento realizado pelo portal Bastter.com, que mostra o retorno que o investidor obteria investindo em algumas ações específicas – que você certamente conhece – no início dos anos 2000 até 2016.

É esse tipo de retorno que o investidor perde ao ficar de fora das ações no Brasil e ao olhar apenas para o Ibovespa em janelas de tempo cuja rentabilidade foi afetada, entre outros fatores, pela má composição do índice.

Taxa básica de juros na mínima histórica

Outro motivo que tem levado o investidor para a bolsa de valores é a taxa básica de juros, a Selic, na sua mínima histórica. Como resultado, a renda fixa vem remunerando os investidores em percentuais muito baixos, com dificuldades, até, para vencer a inflação.

Na prática, o investidor percebe o juros real negativo, vê que está perdendo dinheiro e aceita tomar mais risco em busca de uma maior rentabilidade.

Recorde de investidores na bolsa

Nunca houve tantos investidores brasileiros na bolsa de valores como agora. Em abril de 2020, esse número chegou a 2,3 milhões, um crescimento de 43% em relação ao fim de 2019. Como resultado, o mercado amadurece e se consolida, o que é ótimo para todos os agentes envolvidos.

Mercado de ações consolidado

O mercado de ações no Brasil é o mais sólido da América Latina, com milhares de fundos de investimento, uma profusão de agentes autônomos, dezenas de corretoras e bancos de investimento, várias casas de análise e diversos portais com conteúdo relevante ao investidor.  Tudo isso facilita a vida de quem deseja investir e qualifica a tomada de decisão.

Expectativa de crescimento econômico

A expectativa do governo federal era de que o Brasil crescesse 2,5% em 2020. Com a pandemia provocada pelo novo Coronavírus, essas projeções ruíram, mas o mercado financeiro, de uma forma geral, permanece otimista com a retomada do crescimento da economia brasileira.

O desemprego no país ainda é alto, e há muita capacidade ociosa nas empresas. O mercado vê reformas como a da previdência e o teto dos gastos públicos como medidas fiscais importantes, e ainda espera que isso traga reflexos diretos para a economia real.

Facilidade para investir

Nunca foi tão fácil investir em ações. Com o seu celular, você acessa casas de análise, faz transferências, compra e vende ações pelo home broker da corretora de forma instantânea. Tudo é online e acessível aos investidores, facilitando muito o trabalho das pessoas físicas.

Acesso às melhores empresas do país

A bolsa de valores dá ao investidor acesso às melhores empresas do Brasil. É por meio dela que você pode se tornar sócio do Itaú, do Bradesco, da Petrobras, da Vale, da Magazine Luiza e de centenas de outras empresas que estão entre as maiores, mais sólidas e mais lucrativas do Brasil.

3 dicas para investir em ações no Brasil

Agora que você já sabe por que investir em ações no Brasil, é hora de entender como fazer isso na prática, com três dicas simples.

Mire o longo prazo

O primeiro passo é compreender que, no curto prazo, as cotações das empresas oscilam de forma aleatória. Mas, no longo prazo, não existe opção de investimento melhor para o investidor.

Por isso, a dica é montar uma carteira de ações e ter foco no longo prazo, com paciência e consistência para enriquecer.

Analise os fundamentos

Uma das melhores formas de investir em ações é seguir a análise fundamentalista, já que, no longo prazo, as cotações seguem os fundamentos das empresas

Fazer essa análise significa compreender a situação financeira e mercadológica da empresa, para identificar se ela dá lucro e se o seu modelo de negócios é sustentável e promissor no longo prazo. Escolhendo ativos com base nos fundamentos, crescem as chances de você alcançar o sucesso.

Não concentre demais

Finalmente, a última dica tem a ver com a diversificação. Escolher apenas algumas empresas pode expor o investidor ao risco sistêmico daquelas empresas ou daqueles setores.

Diversificando entre empresas de diferentes setores, portes, taxas de crescimento e perspectivas, você consegue diluir os riscos.

Além disso, sempre é recomendável montar a sua carteira de ações de acordo com o seu perfil de risco, respeitando a sua reserva de emergência e o percentual de investimento em renda fixa, se você assim desejar.

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